A profª Maria da Conceição Tavares, em entrevista no jornal Valor Econômico de hoje, afirma que o aumento da bolsa e mais o fato dos bancos votarem a ganhar muito dinheiro não significa que a crise financeira global acabou; seria mais aparência. O desemprego continua intacto.
Conceição, no lado pessoal, está animada em poder comemorar seus 80 anos, no próximo ano. É um grande feito, nem todos podem fazer isso.
É interessante que mesmo com tantos anos, a professora continue lecionando economia internacional, na pós-graduação da UFRJ e no Instituto Rio Branco. É muito fôlego, para quem reduziu a intensidade do fumo, por recomendação. Agora são apenas dois maços por dia. Segundo ela, se parar (de fumar) morrerá.
Ela analisa muito bem as possibilidades da economia norte-americana. Mostra que o Estado dos EUA está fragilizado, embora tendo feito esforços hérculeos. Conseguiu frear os efeitos da crise, mas não consegue mudar o rumo. Isso é péssimo para o mundo, visto que junto com a China, são as economias que movem o mundo. O governo Obama não pode fazer a reforma do sistema de saúde porque os laboratórios e os seguros de saúde não deixam. Não pode regular o sistema financeiro porque os bancos não deixam.
Isso faz com que os EUA não tenha uma boa saída, o que implica que os essa economia poderosíssima em termos militares, diplomáticos e político não possa exercer liderança no mundo.
Segundo ela, os EUA estaria na condição de um império congelado. O lado positivo desse entendimento é que sucita a reflexão, visto que a tese de um de seus parceiros acadêmicos, o prof. Jose Luis Fiori, é muito diferente desta de que os EUA não tenha mais liderança no mundo. O bom é que na entrevista foi prometido um livro dos dois para 2010; com certeza a situação do império norte-americano será discutida. Seré um duelo, entre as duas versões: império congelado x universo em expansão.
Além dessa entrevista, o jornal apresenta uma matéria especial sobre a China, com o título, "Falta de inovação ameaça frear a China". é evidente que quando se fala de tecnologia, tudo de mais avançado está nos EUA, mas os jornalistas Dexter Roberts e Pete Engardio, da BusinessWeek, não precisariam dizar que na China só tem cacareco.
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