ECONOMIA e SOCIEDADE


Quarta-feira , 25 de Novembro de 2009


LSD

Laboratory for Simulation Development

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 00h08
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Terça-feira , 24 de Novembro de 2009


CONVENÇÕES DE DESENVOLVIMENTO

no Governo Lula

O prof. Fabio Erber (IE/UFRJ)

às 16:30

 

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 00h23
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HISTÓRIA PASSA POR ARRAIAL DO CABO

        Estava numa calçada em Arraial do Cabo (21/11; 11:30) e ouvi uma senhora explicando para outra: "A primeira missa realizada no Brasil dentro de uma Igreja foi nessa aí" (Igreja Nossa Senhora dos Remédios).

        Nem tinha me importado com a Igreja; mas, muitos afirmam que curiosidade mata. Atravessei a rua e fui ver do que se tratava: Igreja Nossa Senhora dos Remédios. No frontispício está 1503. Incrível. Não tirei fotos, mas gravei esse vídeo como demonstração.

 

 

        Tinha estado na Praia do Forno (a menos de 1 km da Praia do Anjos), quando vi em frente desta última o nome de Américo Vespúcio (1454-1512), associei com a Igreja Nossa Senhora dos Remédios. Uma parte da história começou ali. O maluco estava meio perdido e já estava quase no fim da vida quando atracou na Praia da Rama (dos Anjos).

        Na teoria do universo em expansão de José Luís Fiori (In: O mito do colapso do poder americano), 1503 está quase no meio do segundo momento de pressão competitiva - longo século XVI (1450-1650). Quando a história do Brasil "começou" o mundo já existia.

 

 

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 00h04
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Segunda-feira , 23 de Novembro de 2009


PROPHET OF INNOVATION III

        O capítulo 6, War and politics, da biografia de Joseph Schumpeter corresponde ao período da primeira Guerra Mundial. Guerra é guerra...

        The nature and content of theoretical economics (1908) e teoria do desenvolvimento econômico (1911) adormeceram. O impulso sexual retraiu-se [bem que ele poderia ser o companheiro atual de Michelle Thompson]. Sua esposa (Gladys) - que não o tinha acompanhado para Nova Iorque, em 1913, nem permanecido em Graz, preferindo retornar para sua casa, na Inglaterra - tentou contato em plena Guerra, em 1915, por intermédio de cartas: "By 1920, not having laid eyes on Gladys since 1913, Schumpeter began to list himself as 'unmarried.'" (p. 88).

        Durante a Guerra, em 1914, Schumpeter tinha retomado a docência em Graz. Logo recebeu a notícia de recrutamento para o exército, mas foi dispensado por ser professor de economia. Continuou suas atividades acadêmicas. Embora enfrentando uma pesada carga horária, produziu um monstruoso conjunto de escritos, como dezenas de resenhas e artigos, um breve tratado, The past and future of social science, e seu terceiro livro sobre a história do pensamento econômico, de 1750 a 1900, bem como o plano de uma nova revista de econômica (será que seria a nossa Veja: o indispensável partido neoliberal): "In several of these works he continued to plead for a broad, methodological tolerant approach to economics." (p. 88). A força de seu mentor nunca lhe abandonará: o liberal radical Eugen von Böhm-Bawerk e profundamente contrário ao marxismo.

        Em 1916, ele escreveu uma carta para um amigo explicitando um amplo projeto de uma série de seis pequenos livros que incorparariam os últimos resultados de suas pesquisas, doência e palestras. A guerra inviabilizou tudo, no entando sem impedir que o mesmo continuasse escrevendo resenhas e artigos até o final da geurra, em 1918.

Nesse meio tempo ele fez o possível, mediante cartas e artigos, para que a Áustria não intensificasse o clima bélico; sem sucesso. No entanto, com o passar do tempo estava imerso na política e a se considerar como tendo um papel ativo no governo. Nesse movimento, revelou-se um dilema schumpeteriano (e dos europeus em geral): reconciliar o horror da guerra com a cultura que eles conheciam: “They had grown up believing that science, capitalism, and spread of ‘European civilization’ would bring continuous progress.” (p. 92)

        Após a guerra, escreveu um influente texto,The crisis of the tax state, analisando as conexões entre a guerra, taxação e ocapitalismo, a partir de uma síntese histórica, econômica e sociológica (nessemesmo período escreveu um texto,The sociology ofimperialism, quando afirmou, muito ingenuamente, ou talvezrefletindo sua ideologia, que o capitalismo é fundamentalmenteanti-imperialista).The crisis of the taxstatetinha muito da filosofia smithiana – se o governo taxar demaispode destruir os incentivos individuais para otrabalho.

        Meses depois de intensos debates a partir deThe crisis of the tax state, Schumpeter se juntou ao gabinete governamental comosecretário das finanças da Primeira República da Áustria. Curiosamente, ele comoum conservador fiel aos seus mestres austríacos, tinha na equipe gente comoRudolf Hilferding. Trabalhando Germany’s Socialization Commission, argumentouque nenhuma política para a indústria do carvão deveria ser guiada peloprincipio da eficiência econômica. A Comissão propôs “socializar” a indústria sem nacionalizá-la.

                Schumpeter assinou o relatório, endossando princípios quase-socialistas.O que o biógrafo interpreta que fatos dessa natureza eram mero detalhes para opupilo de Eugen von Böhm-Bawerk.

                Na sequência elaborou o plano das finanças (finazplan),considerado tecnicamente dentro dos padrões, no entanto sem condições de seradotado naquele momento. É interessante registrar sua preocupação com asexigências do Tratado de Versalhes, que Keynes fez a mesma interpretação emThe economic consequencesof the peace.

Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 00h01
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Domingo , 22 de Novembro de 2009


VALOR ECONÔMICO, 23-11-2009 + SACHS

Entrevista da Senadora Marina Silva:

Valor: Como é possível mensurar esse mercado ético?

Marina: Primeiro pelo apelo das pessoas que querem se comprometer, do ponto de vista prático, com as mudanças. As pessoas estão percebendo que elas podem eleger muito mais do que deputado, senador e presidente da República. Elas podem eleger produtos. E essa eleição vem sendo feita. Recentemente o Greenpeace fez uma denúncia associando a atividade pecuária à destruição da Amazônia. Fez um levantamento em toda a cadeia produtiva. Da Prada, grife de marca chiquérrima, à produção lá no campo. Isso fez com que as redes de supermercados e todos os que usam esses produtos passassem a exigir o cumprimento da legislação. Recentemente a Serasa apresentou uma espécie de "conformidade ambiental" para o crédito do sistema financeiro. Os bancos pediram ao Serasa. Eles (os bancos) poderiam ter uma atitude reativa. O que eles estão tendo? Uma atitude proativa.

Entrevista completa no Jornal Valor Econômico. Lá você pode medir esse mercado ético.

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22/11/2009 - 07h00

Para Sachs, ONU sem prestígio torna difícil acordo para redução de emissão de CO2 em Copenhague

Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Para o economista Ignacy Sachs, um especialista em planejamento, economia e meio ambiente, o resultado da Conferência do Clima em Copenhague não deve trazer resultados. "A julgar pelo que a imprensa publica, vamos ter de pensar numa Copenhague 2, mudar de lugar, dar mais tempo e preparar as coisas de maneira mais séria", afirmou, em entrevista ao UOL Notícias.
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Published: November 16, 2009

Dr. Robert Zeigler, an eminent American botanist, flew to Saudi Arabia in March for a series of high-level discussions about the future of the kingdom’s food supply. Saudi leaders were frightened: heavily dependent on imports, they had seen the price of rice and wheat, their dietary staples, fluctuate violently on the world market over the previous three years, at one point doubling in just a few months. The Saudis, rich in oil money but poor in arable land, were groping for a strategy to ensure that they could continue to meet the appetites of a growing population, and they wanted Zeigler’s expertise. ... .... .... ..... .....

Existe uma coisa chamada agro-imperialismo?

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 23h47
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HENRIQUE VIII

 história de vida do rei

 O Milênio mostra a história de uma dinastia monárquica que reinou na Inglaterra há cinco séculos e que até hoje exerce estranha fascinação: conheça Henrique VIII, o rei justo que virou tirano.

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 14h33
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Quarta-feira , 18 de Novembro de 2009


PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO

do conhecimento tradicional associado a biodiversidade : estudos de caso peruanos - TESE

by Camila Carneiro Dias Rigolin - 2009

Resumo: Esta tese aborda a institucionalização de um direito emergente: a proteção do conhecimento tradicional associado à biodiversidade. O cenário de pesquisa é o Peru e os atores sociais a partir dos quais esta experiência é abordada são as comunidades indígenas. O método é estudo de caso e, como tal, analisa-se duas experiências. A primeira refere-se a um projeto de bioprospecção (1991 a 2001), tendo como protagonistas um grupo de comunidades indígenas da etnia Aguaruna e uma empresa farmacêutica norte-americana, já extinta, a Shaman Pharmaceuticals. A segunda experiência tem início em 2004 e relaciona- se à repatriação de um banco de germoplasma de batatas "selvagens" articulada entre as comunidades Quechuas do Parque da Batata e um instituto de pesquisa agrícola, o Cento Internacional de La Papa (CIP). Examina-se a contribuição destes projetos para o cumprimento dos objetivos basilares da Convenção da Diversidae Biológica (CDB): conservação; repartição de benefícios e desenvolvimento sustentável. Além de fontes secundárias, a análise é baseada em fontes primárias obtidas através de pesquisa de campo realizada no Peru e nos EUA, entre maio e outubro de 2007. Foi realizado um conjunto de 19 entrevistas que incluíram os protagonistas dos projetos e também os atores vinculados ao contexto mais amplo do quadro regulatório nacional. O trabalho parte do pressuposto de que o processo de institucionalização dos direitos sobre a biodiversidade, embora tributário de um movimento global de reação à erosão da diversidade biológica, não pode ser corretamente compreendido se desvinculado de outro contexto: a consolidação de um paradigma técnico-econômico em que o conhecimento assume um papel de "ativo estratégico" e os regimes de regulação da propriedade intelectual se fortalecem. Este processo alimentou as pressões para a anulação do status de resnullius dos recursos da biodiversidade, favorecendo sua incorporação ao conjunto de ativos passíveis de proteção legal

 

Compras governamentais e aprendizagem tecnologica: uma analise da politica de compras da Petrobras para seus empreendimentos offshore TESE

BY Cassio Garcia Ribeiro Soares da Silva 2009

Resumo: A Petrobras é uma das maiores companhias de petróleo do mundo, com uma carteira de investimentos portentosa, especialmente em atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural nas bacias marítimas brasileiras. Além disso, essa empresa ligada ao governo do país realizará investimentos de grande monta nos próximos anos para viabilizar a produção nos campos localizados no pré-sal, sua nova fronteira exploratória. Nesse contexto, salta à vista a importância de um estudo que vise investigar o impacto da massa de investimentos da Petrobrás sobre a indústria brasileira. Esse é justamente o objetivo desta tese, isto é, trazer elementos que contribuam para a compreensão dos impactos da política de compras da operadora nacional, sobretudo em termos de aprendizagem tecnológica. Para tanto, inicialmente é apresentada uma revisão bibliográfica que se apóia em trabalhos sobre o tema política de compras governamentais, enfocando uma modalidade especial de encomenda do setor público, aqui denominada de compra governamental de cunho inovativo. Em seguida, analisa-se a questão da aprendizagem tecnológica, com ênfase na abordagem que os estudiosos dos países de industrialização recente dão ao tema, assim como, nas principais modalidades de aprendizagem apresentadas pela literatura. Uma caracterização das indústrias do petróleo e para-petroleira é apresentada a seguir, de forma a embasar a discussão subsequente. Finalmente, examina-se a política de compras da Petrobras para seus empreendimentos offshore, com o desafio de amarrar os temas tratados ao longo do trabalho, a partir da realização de um estudo acerca do projeto da plataforma P-51. Esse estudo se baseia em informações coletadas a partir de entrevistas com a Petrobras, seus EPCistas e algumas das empresas subcontratadas para fornecer equipamentos e serviços ao referido projeto. Os resultados da pesquisa de campo apontam que a participação no projeto da P-51 não permitiu a realização de aprendizagens de nível avançado às empresas participantes, à exceção da própria operadora nacional. Essa constatação corrobora a principal hipótese deste estudo, qual seja, que a Petrobras não adota uma política de compras de cunho inovativo.

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 00h13
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Terça-feira , 17 de Novembro de 2009


A KOREAN SUCKING MANGO GREEN (SOUR)

"The concept of comparative advantage, first invented by David Ricardo, is one of the concepts in economics that is more than common sense (the others include Keynes' notion of effective demand and Schumpeter's concept of innovation). The beauty of this concpet is that it shows how even a country with no absolute international cost advantage in any industry may benefit form international trade by specialising in industries at which it is least bad."

by Ha-Joon Chang, p. 489.

In: DPR Debate. Should industrial Policy in developing countries conform to compartive advantage or defy it? A debate between Justin Lin and Ha-Joon Chang. Development Policy Review, 27 (5), 2009, p. 483-502.

Ha-Joon Chang é autor dos livros Chutando a escada e Maus samaritanos.

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 07h26
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NECESSIDADE DE JUSTIFICAR O ESTADO

"Um brasileiro que tivesse adormecido em 2002 e só acordado em 2009 teria enorme dificuldade para entender o que está acontecendo. O presidente Fernando Henrique Cardoso, que governara oito anos (1995-2002) graças a uma mudança constitucional cavada a duras penas e por métodos muito pouco recomendáveis havia realizado uma série de reformas que iniciavam um processo de governança responsável.

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"Com sua inteligência, sua falta de memória e o seu espírito provocativo, FHC parece ser a única coisa dotada de "sinais vitais" na oposição. É ridículo, entretanto, pensar que o simples palavrório e a invenção de alguns conceitos possam, sem um programa articulado, objetivo e crível, produzir sucesso no embate eleitoral de 2010. Quem, no mundo de hoje, tem medo do ativismo estatal institucionalmente controlado? Quem, afinal, salvou o tal "mercado" que no conto de fadas que dominou o pensamento único se auto-controlava e era dotado de uma intrínseca moralidade? O Estado produtor morreu! Viva o Estado indutor que estimula o espírito animal dos inovadores!" (Valor Econômico, 17/11/09)

        De quem é essa afirmação? Poderia ser de algum sofisticado marqueteiro do governo Lula. Não, é de Delfim Netto, em uma de suas colunas semanais.

        Chama atenção sua sabedoria em ser, ao mesmo tempo, crítico e defensor dos neoclássicos reacionários.

        A crise financeira de 2008 intensificou a necessidade de explicar o papel do Estado. Há algum tempo prevalecia a ideia do Banco Mundial hegemônica desde o início dos 1990; Estado amigo do mercado. Agora está em construção a ideia do Estado facilitador pelos mesmos personagens.

        Estado indudor já é usado por uma gama maior de pessoas, desde os governistas até os que mesmo não gostando de falar de Estado precisem justificar sua existência.

O livro parte da tese de que a competição tornou os Estados-nação mais interdependentes, mas também mais estratégicos. Por isso, os países bem-sucedidos são os que adotam a estratégia que denomino novo desenvolvimentismo. (Globalização e competição, Folha de São Paulo, 02/11/09)

        Essa citação é de Bresser-Pereira divulgando seu novo livro. Ele não desiste.

        O Delfim não é apenas keynesiano, também é schumpeteriano neoclássico, como o Schumpeter era realmente.

"O conhecimento desses fatos fez renascer rapidamente a discussão nos países desenvolvidos sobre a necessidade uma nova "política industrial", sustentada pelo estímulo aos investimentos em tecnologia. Aquilo que era uma heresia, condenável nos países em desenvolvimento (nos anos 50 e 70, no Brasil por exemplo), voltou à moda, com força. A estrela do prêmio Nobel de Economia, Robert Solow, voltou a brilhar: ele demonstrou que, dentre os fatores que produziram o desenvolvimento econômico nos primeiros 50 anos do século XX, a engenhosidade foi de longe o mais importante, pois respondeu por 88% do crescimento da produtividade por hora de trabalho. (Valor Econômico, 27/10/2009).

        O Delfim de novo sobre Estado (Folha, 18-11-09) ANTONIO DELFIM NETTO Responsabilidade e cooperação

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 00h05
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Segunda-feira , 16 de Novembro de 2009


EMPREGO

        Há um consenso de que qualquer emprego é melhor que emprego algum. Muitos obstáculos foram criados para evitar que os trabalhadores possam reclamar das condições de trabalho.

        Na matéria da jornalista Anne Vigna, O fim do pleno emprego nas maquiladoras (Le Monde Diplomatique Brasil, nov2009), pode-se encontrar a percepção do inferno. É o que parece na descrição da condição de impotência dos trabalhadores numa terra sem lei.

"...Uma delas foi suspensa por dois dias por causa de uma peça mal feita entre as 700 que produz em dez horas de trabalho diário."

        Maquiladoras são fábricas norteamericanas de montagem implantadas na fronteira do México a partir de 1960.

        O governo do México inventou uma tal de parada técnica durante a crise. Uma sacada de mestre.

        Na parada, o governo paga um terço do salário, as maquiladoras outro terço e o trabalhador perde o último terço. Acontece que as empresas não pagam sua parte. 

        Fazer o que. Elas estão criando emprego no México!

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 22h46
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Domingo , 15 de Novembro de 2009


NA FOLHA DE SÃO PAULO HOJE + VALOR ECONÔMICO DE FIM DE SEMANA

Roberto Mangabeira Unger: A sucessão presidencial e o futuro do Brasil

Foco: FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista

Vinicius Torres Freire: As múltis brasileiras e o real forte

Albert Fishlow: Uma barganha? A China poderá aceitar valorizar o yuan, mas o preço será maior poder político para o país no cenário externo

Luiz Gonzaga Belluzzo: Neoliberalismo e crise sino-americana

Nouriel Roubini - Economia dos EUA está mais fraca do que parece

VALOR

Dani Rodrik É muito difícil reintroduzir algum equilíbrio no debate sobre os fluxos de capitais;

Os bastidores da crise (reportagem especial); O autor antes do livro; Ventos de mudança (CEBRAP); Fez-se uma aposta na democracia como forma política privilegiada; Ascensão e queda do rei; O primeiro sempre fica com menos (urna eletrônica).

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 02h07
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Sábado , 14 de Novembro de 2009


POLÍTICA CIENTÍFICA

        Pere Puigdomenech, em 70 años en la historia de la ciencia europea (El Pais, 15/11/2009), dá uma precisa ideia do que significou (e significa) o Centre National de la Recherche Scientifique - CNRS - para a França. 

En esta época se desarrollan en Francia grandes proyectos de investigación que han sido decisivos para la ciencia y la industria europeas. No se entiende la industria nuclear europea, el cohete Ariane o el Airbus sin las instituciones de investigación creadas en aquel tiempo, de la misma forma que el desarrollo de la agricultura francesa no se entiende sin el INRA. En este contexto el CNRS es la institución que se encarga de la ciencia básica.

Segundo ele, governo de Sarkozy está dirigindo uma reforma contra essas insituições.

        No blog de Pere Estupinya, no post Dura crítica de "Nature" a la política científica española, há uma "opinião" de que o governo vem perdendo a capacidade de acompanhar o progresso científico mundial e se transformar num grande jogador mundial.

        Começando a passar mais tempo pensando nessas questões.

 

        O esvaziamento tecnológico do Estado ÁLVARO RODRIGUES DOS SANTOS - folha 18-11-2009

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 23h40
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Terça-feira , 10 de Novembro de 2009


GORBATHOV e SILVA => e PARAGUAI

         O artigo de Mikhail Gorbatchov, "Mais muros para cair" (Valor Econômico de hoje, em inglês More Walls to Fall), deixou-me quase surpreso.

        Após elogiar-se por ter contribuído para o fim da guerra fria e frear a corrida armamentista, o ex-presidente da União Soviética e Prêmio Nobel da Paz simplismente afirma:

Hoje, outra ameaça planetária emergiu. A crise climática é o novo muro que nos separa do futuro e os atuais líderes estão subestimando amplamente a urgência e escala potencialmente catastrófica da emergência.

        Quase chorei.

        Acho que pelas coincidências históricas, esse homem junto com a Marina Silva serão as principais figuras desse século. A senadora, em sua coluna de ontem no jornal Folha de São Paulo, "Todo mundo e ninguém",  jorrou emoção devido os países não terem chegado a um acordo para a  redução das emissões. Os países chegarão à Cúpula do Clima em Copenhague (em meados de dezembro) sem nada na mão. Marina senadora lamenta:

...os países se recusam a apresentar metas substanciais de cortes nas emissões de gases-estufa, o que não é condizente com a gravidade do problema.

        Marina Silva e Mikhail Gorbatchov (um dos cabeças da Força-Tarefa Internacional Contra as Mudanças Climáticas - CCTF), unindo o pensamento do seringal à Sibéria para salvar a humanidade. Espero nunca precisar pular esse muro de Gorbatchov.

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Paraguai, uma nova Honduras? - In: Site Carta Maior - Internacional| 09/11/2009 | Copyleft

Há duas semanas, foi tornado público o conteúdo de um email de um pecuarista chileno de nome Avilés, residente no Paraguai há mais de 30 anos, que propõe a arrecadação de uma contribuição financeira entre seus pares empresariais para comprar armamentos, formar milícias e identificar e matar comunistas. Do mesmo modo que ocorreu em Honduras com as pequenas reformas de Manuel Zelaya, a rançosa elite paraguaia não suporta o ex-bispo como presidente. Só um parâmetro: fazer um simples cadastro das propriedades agrícolas já é uma medida revolucionária no Paraguai. O artigo é de Pablo Stefanoni (Semanário Pulso – Bolívia).

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 00h01
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Segunda-feira , 09 de Novembro de 2009


OLHARES

DA REDE

Sumário

07 | Uma visão sobre os Olhares da Rede

09 | Benkler: as redes e a nova “mão invisível”

O papel da tecnologia • As mudanças na economia • A questão da esfera pública • Diferenças fundamentais • Capacidade de reação da esfera pública interconectada • Críticas ao afeito democratizante da Internet

23 | Douglas Rushkoff: nos meandros do caos

A pós-modernidade e o caos • Screenagers • Rushkoff vs McLuhan

37 | Lessig: a regulamentação da cultura

A regulação das múltiplas possibilidades • Eldred • Uso-justo • Precaução Regulamentação: quatro tipos de coerção • Empresas de entretenimento: os “legais” de hoje são os piratas de ontem • Creative Commons e a luta por uma cultura livre • Futuro sombrio ou liberdade de dádiva?

49 | Castells: a era do informacionalismo

Do capitalismo ao informacionalismo • Da informação de massa ao surgimento de redes interativas • O espaço de fluxos e o tempo intemporal da sociedade em rede • Considerações finais: a sociedade em rede

61 | Jenkins: a cultura da participação

A lógica cultural da convergência de Mídia • O conceito de Affective Economics • O conceito de Transmedia Storytelling • Cultura participativa

X     X

Manuel Castells que, A galáxia da internet, de 2001,

Richard Barbrook, Futuros imaginários: das máquinas pensantes à aldeia global, 2009

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Dossiê - TICs

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 13h46
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Quinta-feira , 05 de Novembro de 2009


ENTREVISTA DA CONCEIÇÃO

        A profª Maria da Conceição Tavares, em entrevista no jornal Valor Econômico de hoje, afirma que o aumento da bolsa e mais o fato dos bancos votarem a ganhar muito dinheiro não significa que a crise financeira global acabou; seria mais aparência. O desemprego continua intacto.

        Conceição, no lado pessoal, está animada em poder comemorar seus 80 anos, no próximo ano. É um grande feito, nem todos podem fazer isso.

        É interessante que mesmo com tantos anos, a professora continue lecionando economia internacional, na pós-graduação da UFRJ e no Instituto Rio Branco. É muito fôlego, para quem reduziu a intensidade do fumo, por recomendação. Agora são apenas dois maços por dia. Segundo ela, se parar (de fumar) morrerá.

        Ela analisa muito bem as possibilidades da economia norte-americana. Mostra que o Estado dos EUA está fragilizado, embora tendo feito esforços hérculeos. Conseguiu frear os efeitos da crise, mas não consegue mudar o rumo. Isso é péssimo para o mundo, visto que junto com a China, são as economias que movem o mundo. O governo Obama não pode fazer a reforma do sistema de saúde porque os laboratórios e os seguros de saúde não deixam. Não pode regular o sistema financeiro porque os bancos não deixam.

        Isso faz com que os EUA não tenha uma boa saída, o que implica que os essa economia poderosíssima em termos militares, diplomáticos e político não possa exercer liderança no mundo.

        Segundo ela, os EUA estaria na condição de um império congelado. O lado positivo desse entendimento é que sucita a reflexão, visto que a tese de um de seus parceiros acadêmicos, o prof. Jose Luis Fiori, é muito diferente desta de que os EUA não tenha mais liderança no mundo. O bom é que na entrevista foi prometido um livro dos dois para 2010; com certeza a situação do império norte-americano será discutida. Seré um duelo, entre as duas versões: império congelado x universo em expansão.

        Além dessa entrevista, o jornal apresenta uma matéria especial sobre a China, com o título, "Falta de inovação ameaça frear a China". é evidente que quando se fala de tecnologia, tudo de mais avançado está nos EUA, mas os jornalistas Dexter Roberts e Pete Engardio, da BusinessWeek, não precisariam dizar que na China só tem cacareco.

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 23h11
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