ECONOMIA e SOCIEDADE por Jose Porfiro


Quarta-feira , 24 de Novembro de 2010


DERRAME DE DÓLAR

Muito longe do equilíbrio

José Luís Fiori | 24/11/2010 Jornal Valor Econômico

"Toda situação hegemônica é transitória, e mais do que isto, é autodestrutiva, porque o próprio hegemon acaba se desfazendo das regras e instituições que criou, para poder seguir se expandindo e acumulando mais poder do que seus liderados". J.L.F. in "O Poder Global e a Nova Geopolítica das Nações" Ed.Boitempo, 2007, p:31

A recente decisão americana de desvalorizar sua moeda nacional não é nova nem surpreendente. Como tampouco, a transferência dos seus custos para o resto da economia mundial, e de forma particular, para a periferia monetário-financeira do sistema. Os EUA já fizeram a mesma coisa, em 1973, quando abandonaram o sistema de Bretton Woods, provocando a primeira grande recessão mundial, depois da II Guerra. As analogias históricas são perigosas e devem ser utilizadas com cautela, mas não há dúvida que a situação e o comportamento atual dos EUA se parecem muito com o que ocorreu na década de 1970. Como naquele momento, uma vez mais os EUA estão envolvidos numa guerra sem solução e enfrentam uma grave crise econômica. E ao mesmo tempo, seu establishment está rachado e sua sociedade está atravessando uma luta política que deve se prolongar por muito tempo. E uma vez mais, os EUA optaram por uma resposta estratégica que combina a manipulação do valor do dólar com uma "escalada" da sua presença militar ao redor do mundo. E não é impossível que ainda façam um acordo estratégico com a Rússia e um acordo de paz com o Irã, envolvendo toda a Ásia Central. E que adotem, novamente, a estratégia do "dólar forte", do final dos anos 70.

Mas é óbvio que existem algumas diferenças fundamentais: por exemplo, a relação econômica dos EUA com a China é totalmente diferente da relação que os EUA tiveram com a URSS, e no século passado não havia nenhum país - nem a Comunidade Europeia - com força para contestar ou resistir às decisões da política monetária americana. Por isso, não é fácil de prever o futuro das novas iniciativas estratégicas dos EUA, mas com certeza, não é necessário que os países latino-americanos repitam os mesmos erros que conduziram à sua estagnação econômica e ao retrocesso neoliberal dos anos 80 e 90, do século passado.  ...SEGUE...

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Caleidoscópio mundial

A definição da estratégia internacional do Brasil não depende da “taxa de declínio” dos EUA, mas não pode desconhecer a existência do poder americano. Assim mesmo, gostem ou não os conservadores, o Brasil já entrou no grupo dos estados e das economias nacionais que fazem parte do “caleidoscópio central” do sistema, onde todos competem com todos, e todas as alianças são possíveis, em função dos objetivos estratégicos do país, e do seu projeto de mudança do sistema mundial. O artigo é de José Luís Fiori. 30/12/2010

 

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 00h50
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Segunda-feira , 22 de Novembro de 2010


DESIGUALDADE NOS USA

Uma nova república de bananas?

Muitos nos EUA defendem a isenção de impostos aos mais ricos e são contra prorrogar os benefícios que, na prática, geram emprego

NICHOLAS D. KRISTOF - O Estado de S.Paulo, 21nov2010

No início deste mês, ofendi alguns leitores com uma coluna sugerindo que quem quiser ver uma desigualdade de renda abusiva não precisa mais visitar uma república de banana. Basta olhar ao redor.

Minha consideração era que os plutocratas mais ricos realmente controlam agora uma fatia maior do bolo nos Estados Unidos do que em países historicamente instáveis como Nicarágua, Venezuela e Guiana.

Mas alguns leitores protestaram que isso era superficial e injusto e, após reavaliar as evidências, tenho de confessar que eles tinham alguma razão. Está certo: eu posso ter ofendido as repúblicas de banana.  ...segue...

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 09h34
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O FIM DA INTUIÇÃO

        Depois da vitória da engenheira Dilma Rousseff, ela afirmou que sua prioridade é acabar com a pobreza, a miséria e a desigualdade social no Brasil.

        Só que estou escrevendo sobre o livro, obtido via prof. Reginaldo, Super Crunchers: por que pensar com números é a nova maneira de ser inteligente (de 2007, publicado no Brasil em 2008 pela Ediouro), escrito por Ian Ayres, com colaboração de John Donohue. A proposta original do título era O Fim da Intuição, mas numa votação randômica, ganhou o título com mensagem positiva (p. 61).

        Super Crunchers é um livro meio popular. Ele foi comentado 101 vezes no site da Amazon. No Brasil, foi comentado apenas duas vezes no site da Cultura; mas tem muitas inserções em blogs, redes sociais e vídeos.*

        Ian Ayres dá aula de regressão e desvio-padrão de forma muito sutil (caps 1 e 8, respectivamente), no meio do argumento principal de que tomar decisões baseadas em números está deixando os especialistas que tomam decisões a partir da intuição em situação incômoda.

        O livro nos enche de exemplos que chegam a nos convencer sobre a superioridade da estatística nos procedimentos de tomada de decisão. Como nossa vida é atravessada por lojas, cartão de crédito, órgãos de inteligência, etc. Nossa comportamento é esquadrinhado. Nada passa despercebido. Nossos dados são analisados continuamente.

        Tem um aspecto do argumento de Ian Ayres que é meio polêmico; o fato de que a superanálise é neutra:

Há uma certa pureza nesse tipo de superanálise que é difícil até para os quantifóbicos ignorarem. p. 86.

Ele mesmo colocou areia nesse argumento quando mostrou o exemplo de que a política do direito de possuir uma arma nos EUA foi fundamentada com manipulação de dados; ou melhor, um equívoco técnico (seção quem é Lott?, cap. 7). Evidente que aparecem mais exemplos positivos, como a institucionalização de transferência de renda condicionada no México (última seção, cap. 3). Fiquei intrigado; não é a mesma política brasileira, desde FHC? A presidenta Dilma agora reanima a questão, prometendo acabar com a pobreza, miséria, etc:

Nunca antes foi possível testar e recalibrar a política em tão pouco tempo. Mas o mais importante é que vimos como a randomização pode influenciar a tomada de decisões baseadas em dados. (p. 86)

        Mas Ian Ayres escreveu uma seção, Por que não os dois? (p. 123-130) para discutir uma possível coexistência entre a intuição e a superanálise: "Há alguma evidência para apoiar a possibilidade da coexistência pacífica" (p. 123), com um papel menor dos humanos:

...os tomadores de decisões que dispensam as previsões estatísticas tendem a tomar decisões mais pobres. (p. 129)

 Este argumento é clareado na seção O que deixaram para nós?, com uma afirmação que expressa bem a mensagem do livro:

 Em poucas palavras, criar hipóteses. A coisa mais importante que ficou nas mãos dos seres humanos é suar nossas mentes e nossa intuição para adivinhar quais as variáveis que deveriam ou não ser incluídas nas análises estatísticas. (p. 130)

        Ayres explica que uma das razões do predomínio dos númereos na tomada de decisão diz respeito a tecnologia: "...a avalanche de superanálises é mais uma história de avanços na tecnologia, não de técnicas estatísticas" (145), basicamente pelo aumento na capacidade de armazenamento.

        Ele faz uma insinuação, involuntária, de que faz menos sentido trabalhar com o método dedutivo (p. 132), que tentar descobriri o porquê. O mais adequado é lidar com a aprendizagem indutiva (p. 151), que tem mais a ver com a nova tendência.

        Quando estava pela metade do livro, comecei a lembrar de tantas vezes que o prof. José Luis Fiori afirmava, na sala de aula, que a Ciência Econômica começou com Wiliiam Petty por demanda de Thomas Hobbes após ter equacionado o lado político, com o Leviatã. Então Petty veio, com sua categoria em estatística, prover informações para o nascente império britânico; contar gente, dados, dados...

        Agora, Ian Ayres não só exalta a importância da superanálise, ele também nos mostra que os gigantescos bancos de dados de hoje ou as próprias técnicas estatísticas podem ser usadas em favor do que ele chama de sociedade civil. E esse caminha aberto é interessante para se conseguir enfrentar algumas das questões que, às vezes, as espertezas governamentais ou de algumas organizações tentam transformar em verdades.

        Pena não listar alguns exemplos (medicina, educação, saúde) que Ian Ayres usa em seu livro; um trabalho que consegue levantar muitos pontos de reflexão. Ele lembrou até de Larry Summers (p. 200 e 211-212) que foi demitido da reitoria de Harvard por ter polemizado (em 2007) sobre ter menos mulher nos altos escalões da ciência e da matemática nas universidades.

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  1. * Resenha de Marcelo Coelho, colunista da Folha, 17 de maio de 2008;
  2. Entrevista com autor: Ian Ayres - "Ninguém precisará aprender chinês" - Revista Época, 07jul2008;
  3. A decisão final é dos números por Por Andrew McAfee, para a Harvard Business Publishing, 03abr2010;
  4. Estatística, a profissão do futuro, in Superinteressante;
  5. Vídeo - Authors@Google: Ian Ayres;

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 Além dos núm3ros

Por que em um mundo cada vez mais complexo e caótico não é possível tomar decisões baseadas apenas em cifras e equações. E como os executivos, treinados para adorá-las, devem agir

Por Roger Martin ilustrações_Zeh Otávio

Vivemos em um mundo que se preocupa com previsões e que se deixou seduzir pela análise quantitativa. Na área de negócios, a evidência é clara: profissionais especializados em prognósticos produzem previsões precisas de crescimento econômico valendo-se de inúmeros modelos econométricos. Os CEOs dão orientação detalhada de previsão de lucros para os mercados de capitais a cada trimestre. No mundo da saúde, os geneticistas fizeram o sequenciamento do genoma humano e preveem a eliminação de numerosas doenças. No dia a dia, somos governados por máximas do tipo: "Você testou esses números?" e "Se não dá para medir, não serve".

E para onde essa obsessão nos levou? Não muito longe, eu diria. Os economistas, por exemplo, vivem errando. Em meados de 2008, nenhum dos macroeconomistas ou das instituições de previsões mais importantes prognosticavam que a economia fosse encolher naquele ano, muito menos que fosse ruir como acabou desastrosamente ruindo. Mas, sem se deixar intimidar, esses mesmos economistas, que simplesmente não foram capazes de prever a recessão, recorreram novamente aos mesmos modelos quantitativos e científicos para prever de que forma a economia se recuperaria. Porém, acabaram errando quase tudo de novo.

Da mesma maneira, os CEOs continuam a dar orientações trimestrais com base em seus sofisticados sistemas de planejamento financeiro, mas também continuam errando. Eles são criticados não pelo seu mau desempenho, mas por não serem capazes de prever com exatidão, e com meses de antecedência, o desempenho de sua empresa. No caso do sistema de saúde, logo que foi concluído o sequenciamento do genoma, os cientistas que haviam previsto a resolução dos mistérios médicos do mundo foram obrigados a admitir que o projeto inteiro suscitou mais dúvidas sobre a complexa interação entre os genes do que respostas.

Nosso entranhado desejo de quantificar o mundo não deve ser motivo de espanto: dada a complexidade que nos desafia todos os dias, é natural que busquemos formas de compreender e de controlar tudo o que pudermos. O mundo, porém, não está respondendo bem às nossas tentativas, deixando claro que se recusa a ser organizado, entendido e controlado de modo exclusivamente quantitativo. Tal como um cavalo de corrida puro-sangue, quanto mais puxamos as rédeas para controlá-lo tanto mais ele resiste ao nosso comando porque quer provar uma coisa: que não é uma máquina que responde do jeito que o manual do usuário diz que deve responder; ao contrário, é um sistema de sistemas imensamente complicado e ambíguo que desafia toda e qualquer quantificação. Um ambiente desses requer um tipo pouco difundido de análise, do tipo que dá atenção à qualidade, e não apenas à quantidade. ...SEGUE......

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 00h11
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Sexta-feira , 19 de Novembro de 2010


MODELO JAPONÊS

O Japão poderá reverter seu longo declínio?

por Wieland Wagner

19/11/2010 - DER SPIEGEL in UOL Internacional

Nos idos dos anos 80, o Japão era uma potência econômica e motivo de inveja do mundo. Hoje, contudo, parece não haver fim à vista para seu declínio, com perda de empregos, corte em pensões e empresas se mudando para outros países. A coesão social tão exaltada do país também está se desintegrando, enquanto as pessoas se veem forçadas a depender de seus próprios recursos.

O homem que constava como o cidadão mais velho dos registros da cidade de Tóquio estava morto em sua cama há anos. O corpo de Sogen Kato, que supostamente teria 111 anos, estava mumificado. Sua filha de 81 anos e sua neta disseram às autoridades que ele tinha entrado no quarto após uma discussão com a família e nunca mais tinha saído. Isso foi há décadas. Desde então, a família Kato vinha sacando a pensão do idoso e um prêmio do governo para centenários.

Em outro distrito de Tóquio, as autoridades encontraram o esqueleto de uma mulher que acreditavam ter 104 anos, na mochila do filho de 64 anos. Este disse que, quando a mãe morreu em 2001, ele lavou seu corpo, cortou-o em pedaços e guardou-o na mochila, pois não podia pagar pelo funeral.

As descobertas macabras em Tóquio não foram dos únicos idosos que as autoridades japonesas vêm listando incorretamente como cidadãos vivos. Após conduzir uma análise apressada no país inteiro, o governo descobriu que mais de 234.000 pessoas que teriam mais de 100 anos de fato estavam desaparecidas e presumivelmente mortas há anos.

Perda das virtudes tradicionais

O que mais chocou o país nessas descobertas...

segue

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Quinta-feira , 18 de Novembro de 2010


DILMA CONFIRMA MANTEGA NA FAZENDA

ESPECIAL

Ministério: Apesar da expectativa, manutenção de Henrique Meirelles no BC está a cada dia mais distante

Raymundo Costa, Ribamar Oliveira e Rosângela Bittar | De Brasília - 19/11/2010 VALOR ECONÔMICO

Mantega: conversa de duas horas com a presidente eleita selou a permanência do ministro no comando da economiaA presidente eleita, Dilma Rousseff, formalizou, ontem, convite ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, para permanecer chefiando a principal pasta da área econômica do governo. A presidência do Banco Central permaneceu indefinida até a noite de ontem mas estavam bem cotados o atual diretor de Normas, Alexandre Tombini, e o presidente da Febraban e presidente do Santander Brasil, Fábio Colletti Barbosa.

Barbosa foi um dos primeiros a serem convidados pelo presidente Lula para o Banco Central, no seu primeiro mandato, mas recusou o posto à época. Volta agora ao topo das considerações da presidente eleita.

A permanência do atual presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, foi também recomendada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sucessora, junto com Mantega, e pairou sobre toda a negociação para a formação da equipe econômica do governo Dilma. Só foi afastada à noitinha, mas Meirelles pode ter algum outro cargo no governo.

"A tendência é o Meirelles não permanecer", disse ao Valor um interlocutor de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O argumento é que o governo da presidente eleita ficaria com "cara de velho" se ela mantivesse Meirelles, Celso Amorim (Relações Exteriores), Luiz Dulci (Secretaria-Geral), general Jorge Felix (Segurança Institucional), pois todos começaram há oito anos com Lula. A exceção à regra é Mantega, que também entrou há oito anos como ministro do Planejamento. "Isso não é julgamento de competência", disse a mesma fonte.

A formalização do convite a Mantega ocorreu durante uma reunião de duas horas do ministro com a presidente eleita, na qual os dois discutiram a política econômica, na Granja do Torto, onde Dilma está morando no período de transição. Mas o fato é que Mantega viajou a Seul, para a reunião do G20, na semana passada, já na condição de ministro da Fazenda do futuro governo, sabendo que ia permanecer a pedido do presidente Lula.

Entre os argumentos que usou para manter Mantega, Lula disse que não era boa a ideia de "mudanças" na economia. Com Dilma, o presidente argumentou que Mantega e Meirelles deveriam ficar por causa do ciclo de dificuldades internacionais que parece ter se iniciado novamente. O presidente citou a crise da Europa, a guerra cambial, a questão da China, enfim, o clima de instabilidade, antes de perguntar: não seria o caso de deixá-los aí? Dilma, que sempre programou ter Luciano Coutinho no Ministério da Fazenda, não teve como recusar o conselho quanto a Mantega. O mesmo raciocínio valeria para a permanência de Meirelles, mas a presidente eleita avaliou que no caso poderia haver uma troca sem problemas para a continuidade.

Ao aceitar a sugestão de Lula para o Ministério da Fazenda, Dilma ganha também liberdade para nomear o restante do ministério livre de interferências do presidente, pois aceitou a recomendação para uma área crucial. É possível que Lula também resolva guardar certo distanciamento, a menos que seja consultado pela presidente eleita, que já foi submetida a um primeiro teste: a criação do "blocão" pelo PMDB: ela chamou o vice eleito Michel Temer e disse que reconheceu o erro quando ele reclamou que o PMDB não estava na equipe de transição; por isso, ela não podia aceitar que ele tivesse deixado o PMDB criar o "blocão". Mas também disse que estava disposta a virar a página.

A equipe econômica de Dilma vai executar a política que ela determinar, e que será diferente da de Lula. "Haverá redução em ritmo mais rápido da taxa de juros, um diferencial do governo Dilma, mas não haverá ruptura, as mudanças acompanharão a mudança da conjuntura mundial, exemplificou um interlocutor da presidente eleita.

segue

X                 X

Os desafios para Dilma Rousseff

Jorge G. Castañeda

NYT in UOL Internacional

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ENDÊNCIAS/DEBATES - FOLHA, 01JAN2011

O governo Dilma conseguirá erradicar a pobreza no Brasil?

SIM - I

Estratégia para o fim da miséria

FRANCISCO MENEZES

NÃO - II

Osso muito duro de roer

JOSÉ ELI DA VEIGA

 

Entrevista Ilan Goldfajn: Governo terá de se esforçar para reduzir a inflação
Raio - X - FOLHA, 01JAN2011

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 23h31
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REOFENSIVA CONSERVADORA

        Há dois anos, quando a crise financeira (financeira ou econômica?) explodiu, em setembro de 2008, foi lugar comum afirmar que o modelo de sociedade neoliberal tinha morrido.

        Quando o governo dos EUA salvou os bancos com bilhões de dólares, muitos analistas (autodenominados de heterodoxos ou coisa parecida) ficaram eufóricos sobre o chamado "retorno do Estado".

        O tempo passou. O emprego não voltou nos EUA, a França conseguiu aprovar reformas demandadas pelo capital financeiro, o governo socialista espanhol surpreende atá o mais conservador, e, Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda estão prostados.

        Hoje, a Irlanda é a Argentina de 2001. Nos anos 1990, a Argentina de Cavallo era o modelo, quebrou em 2001. De 1997 até 2008, a Irlanda era o modelo europeu, quebrou, também.

        Os bancos foram salvos. Os empregos sumiram. Os bancos querem mais ajuda. Está tudo pronto para mais "reformas". É um novo final de 1980s e início de 1990s.

        Agora falta os heterodoxos explicarem o que significa(ou) o negócio da chamada "volto do Estado" para salvar a banca, no meio de uma nova ofensiva conservadora, até certo ponto sem muita resistência pela frente. O que está acontecendo nos EUA e na Europa, pode ser o prenúncio de uma nova década de 1990 nos países da períferia.

Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 06h59
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Terça-feira , 16 de Novembro de 2010


ECONOMICS AS AN EMPIRICAL DISCIPLINE

        Hoje, às 14h30, foi o dia em que o distinto prof. Fernando Cardim de Carvalho realizou duas atividades pela última, com vínculo funcional, tradicional, ao Instituto de Economia da UFRJ; finalizando uma disciplina e ministrando a palestra homônima do título do post. Tudo sinaliza que o jovem pesquisador caminha em direção à aposentadoria.

        Sua palestra tratou da ciência econômica como disciplina; em torno daquele velho questinamento feito pela comunidade das ciências exatas, sobre a cientificidade ou não das ciências sociais e humanas em geral, e da economia em particular.

        Fez referência à afirmação de ???, sobre a "tendência ao comentário" ("comentário é a doença do intelecto") da teoria econômica e de outras ciências sociais - invidável resenha de resenha de autores...

        Estruturou a pelestra em três eixos: (i) Conceptual issues: what economics is about; (ii) Data availability issues: how can the necessary data be obtained; (iii) Measurement issues: waht is done with empirical data.

        Na sequência apresentou quatro citações (Marshall, Walras, Richard Feynamn e Keynes); quando os slides estiverem disponível, coloco o link.

        Cada uma dessas citações confrontavam a compreensão de ciência e de ciência econômica de cada autor. Isso levou para a discussão da relevância de se buscar o porque (essencialismo) ou o como de cada questão. Cada um desses objetivos faz muito diferença nas ciências exatas e nas ciência sociais (e, também, humanas). Como não estou reproduzindo a discussão total aqui e sim registrando alguns pontos para posteriores consultas, vou apenas marcar o final dos slides:

  • Sources of data: the impossibility of appropriate laboratories;
  • Public and comercial surveys;
  • Expos facto information and decision theories;
  • Generated for other purposes, subject to rules of consistency that do not relate to economic meaning.
  1. Theoretical accuracy issues: e.g: Money - Friedmann x Tobin, Pastore x Chico Lopes;
  2. Integrtion of qualitative and quantitative evidence;
  3. Practical accuracy issues: e.g.: GDP, inflation;
  4. Non-correspondence between actual data and theoretical concepts: asset values (forward and bacward looking measurement)

X      X

A concepção de Keynes do sistema econômico como um todo orgânico complexo, de 

Fernanda Graziela Cardoso e Gilberto Tadeu Lima

 

 

Keynes’s Economics: A Political Economy as Moral Science Approach to Macroeconomics and Macroeconomic Policy, de Ted Winslow

Uma revisao da crise na ciencia economica (keynesianismo x Monetarismo)  

 

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 18h52
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Segunda-feira , 15 de Novembro de 2010


UM PITACO SEM SER CHAMADA

por Fátima Almeida

 

..."porque queiram ou não, eu sou uma referência no meio cultural acreano..." in blog

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 10h53
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Terça-feira , 09 de Novembro de 2010


CRISE FINANCEIRA E MUDANÇA ESTRUTURAL

        Hoje o professor João Carlos Ferraz proferiu uma palestra, "Crise Financeira e Mudança Estrutural". Começou perguntando sobre o assunto que gostariam que ele falasse de uma lista de quatro sugestões. Definido, o tema caracterizou-se por ser mais acadêmico (segundo o palestrante) e menos relacionado com sua atividade de Diretor de Planejamento do BNDES – motivo de polêmica, nos últimos meses, na imprensa econômica e em alguns órgãos de pesquisa.

        Ele tratou o tema apresentado de forma exploratória, fazendo pararelo entre a crise econômico-financeira dos anos de 1930 e a crise atual iniciada em 2008.

        Não fiz as anotações necessárias, no sentido de poder explicitar todos os aspectos comparativos das duas crises. Nesse caso, apenas posso fazer uma síntese da ideia, omitindo a maioria dos argumentos utilizados.

        Ele começou apresentando uma ideia geral sobre o que acontece em momentos de crises e de mudanças de paradigmas. Segundo ele, o Estado não apenas se torna muito relevante, como também é chamado à responsabilidade:

Durante períodos de crises associadas a transição e transformação de paradigmas produtivos, tecnológicos e competitivos, o papel do Estado na economia não é somente redefinido: o Estado adquire proeminência e é chamado para apontar direções, facilitar e gerenciar transações e minimizar custos de captação.

        A partir dessa proposição (havia mais quatro afirmações, não anotadas), o professor licenciado, João C. Ferraz fez uma exposição em quatro atos; pergutem a ele quais são, pois só ouvi – (i) geral; (ii) USA; (iii) ?; (iv) Brasil.

        No geral, o professor tentou mostrar em cada ato que as semelhanças são muito grande entre o que aconteceu lá e o que está acontecendo aqui. Até mencionou que lá, a saída de consenso foi a guerra, e aqui, há uma incenterza nesse sentido, com o Irã no horizonte.

        Atropelando, ele disse a mesma coisa em relação ao Brasil. Naquela época havia um titiriti grande com o Japão, hoje com China. Resumindo, tudo novamente em torno da produção de commodities.

        A imagem que estou fazendo aqui está longe de representar o que foi a palestra. No final, ele procurou demonstrar que o que está acontecendo no Brasil são mudanças sem muita profundidade. Também afirmou que a capacidade do Estado é diferente daquilo que se fez nos anos de 1970, visto que o regime político era diferente, e portanto, hoje é quase fantasia se iamginar uma política coordenada para um determinado setor, vide o formato e desdobramentos da PDP.

        Como foi a primeira vez que apresentou estes argumentos, conforme ponderou, suponho que ainda desenvolverá mais a proposição inicial sobre o chamamento do Estado, mesmo que na perspectiva de economista mesmo.

        Percebi, que desse esboço sairá alguma formulação "Crise Financeira e Mudança Estrutural"; os paralelos ficaram redondinhos.

        Vamos esperar o que o policy maker produzirá como acadêmico. Vou colocar no google noutras línguas pare ver se já tem algo sobre.

Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 22h24
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Sábado , 06 de Novembro de 2010


O BRASIL DE DILMA

Mesa-redonda com Brasilio Sallum, Lourdes Sola, Renato Janine Ribeiro e Vladimir Safatle discute o novo momento do país

UM PAIS EM TRANSIÇÃO

Diego Viana e Robinson Borges | De São Paulo, Valor Econômico - 05/11/2010 (e Fim de Semana)

Depois de uma campanha tensa, marcada mais pela agressividade que pelas propostas, começa o período de transição para o novo governo. A presidente eleita, Dilma Rousseff, vai encontrar pela frente desafios sérios e problemas antigos. Para cumprir a promessa de manter o crescimento acelerado e a forte redução da miséria, será obrigada a atacar as barreiras que conseguiram segurar seus dois antecessores, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

O Valor convidou quatro professores da Universidade de São Paulo (USP) para debater o novo momento político que se abre no país. A mesa-redonda contou com os filósofos Renato Janine Ribeiro e Vladimir Safatle e os cientistas políticos Lourdes Sola e Brasilio Sallum. Os quatro, que acompanharam de perto o processo eleitoral, consideram que a nova presidente terá tanta dificuldade para aprovar reformas estruturais quanto seus antecessores. Mesmo a maioria considerável de sua coalizão nas duas casas do Congresso não garantem o sucesso em temas mais delicados, como a reforma tributária e a reforma política, em virtude do caráter heterogêneo dos partidos que a sustentam.

Por outro lado, uma influência excessiva, seja de Lula ou de Michel Temer, no governo foi considerada como algo pouco provável. Apesar da força com que o PMDB entra na futura gestão e apesar da força do presidente sobre sua sucessora e seu partido, o poder de decisão caberá, na avaliação dos intelectuais, à presidente eleita. Seu grau de autonomia dependerá da equipe que consiga montar e do desempenho da economia nos primeiros momentos do novo governo.

Leia, a seguir, trechos editados do debate que ocorreu no fim da tarde de segunda-feira, ao longo de 3h30, na sede do Valor, em São Paulo. AQUI + A grande família

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 05h42
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Sexta-feira , 05 de Novembro de 2010


TERRY EAGLETON

diz que Deus se tornou importante nas discussões contemporâneas [1ª parte]

O crítico literário despeja ironia sobre o ateísmo de Dawkins e Hitchens.

Gravado na Flip, a Festa Literária de Paraty, a conversa do correspondente Silio Boccanera com o polêmico crítico literário Terry Eagleton já começou incendiária. Ao ler um artigo do Sunday Times que apresenta Eagleton como “marxista, religioso, velho e punk”, o entrevistado rebateu: “Depois dessa apresentação sensacionalista, na qual eu pareço um boxeador peso-pesado, não espere que eu pule em volta do palco como um gorila! Espero que sejamos intelectualmente sérios aqui!”

É por essas e outras que Eagleton mantém a fama de polêmico e combativo, já que transita pelos dois lados do balcão: o da produção e da crítica literária. Autor de mais de 40 livros que falam desde Shakespeare até Walter Benjamin – o livro mais conhecido aqui no Brasil é “Teoria da literatura: uma introdução”, em que fala dos românticos do século XIX até os autores pós-modernos – Eagleton lançou recentemente “Reason, faith, and revolution: reflections on the God debate” (Razão, fé e revolução: reflexos no debate sobre Deus”, no qual critica severamente o ateísmo e autores como o biólogo evolucionista Richard Dawkins e o jornalista Christopher Hitchens. Os dois são conhecidos pelas obras em que negam a existência de Deus e pelas críticas às religiões.

Não perca a segunda parte da entrevista com Terry Eagleton na próxima segunda-feira, dia 8 de novembro, às 23h30.

Visite o blog do Milênio e deixe sua opinião sobre o assunto.

 

texto copiado do site do programa

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Confira a segunda parte da entrevista de Terry Eagleton

Crítico literário continua a falar sobre temas polêmicos como fé e marxismo.

Na segunda parte da entrevista com Terry Eagleton, ele e o correspondente Silio Boccanera voltam a discutir temas controversos como fundamentalismo religioso, islã, fé e marxismo, assuntos do próximo livro dele. Como não poderia deixar de ser, ele volta a desfiar ironias e farpas contra os pensadores ateus e anti-religiosos Christopher Hitchens e Richard Dawkins.

Eagleton acredita que o declínio da teoria da cultura aconteceu paralelamente ao declínio da esquerda. Ele acredita que os melhores anos da teoria da cultura eram quando a esquerda ia muito bem.

Visite o blog do Milênio, confira o material extra e deixe sua opinião sobre o assunto.

texto copiado do site do programa

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 16h02
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Quinta-feira , 04 de Novembro de 2010


José Fernandes do Rêgo, A MISSÃO, LA MISIÓN, LA MISSIONE, THE MISSON

        Li no jornal Página 20 (Começa a transição) e no blog do jornalista Altino Machado (Começa a renovação no Acre + DESCULPA AÍ, BINHO, por Toinho Alves) que o professor José Fernandes do Rêgo (ex-governador) é o responsável pela equipe de transição do novo governo acriano eleito em três de outubro. Existe um paralelo nas duas notícias. No jornal Página 20 fica realçado o desafio da continuidade da “grande mudança” iniciada há 12 anos. Já no blog, discute-se a possibilidade de renovação da Frente Popular (até com alguma ironia), em função da forma indócil como os eleitores se comportaram nas urnas. Em ambas aparece a figura do professor, que por sinal já fez isso mais de uma vez.

        Dado que é uma pessoa com qualidades técnicas e pessoais de sobra, o governador eleito Tião Viana evidentemente deposita muita confiança na capacidade de JVR; nada a estranhar.

        Mas como agora a discussão é sobre a possibilidade da Frente Popular (FP) iniciar um terceiro ciclo no poder, a partir de 2015, além dos dois que já foram garantidos (1999-2006, com o governador Jorge Viana, e 2007-2014, dividido entre Binho e Tião Viana). Sobre a possibilidade porque nessa eleição a vitória da FP foi de menos de 1%, assim me informou, por telefone um bom político acriano; quase inacreditável. Considerando apenas os aspectos quantitativos dos votos, a percepção geral que se esboça é de uma derrota eleitoral insultuosa na eleição de 2014.

        O prof. JFR tem pouca responsabilidade sobre o que aconteceu nesses doze anos, visto que na maior parte do tempo foi simplesmente preterido por outros policy makers. Mas agora, por força da necessidade da construção dos argumentos, JFR é não apenas o grande responsável pela coordenação do processo de transição, como também o único responsável (guarda-vidas) pela renovação da FP, evitando que o caixão seja selado no final de 2014.

        A primeira explicação para o incômodo resultado das urnas está associada a ideia do desgaste. Explicação natural, de menor resistência, visto que a FP já passou nada menos do que uma dúzia de anos no comando do governo estadual. Mesmo natural, essa explicação merece um amplo dissecamento de cada peça, pois a magnitude do desgaste da máquina impressiona. Nesse caso, o prof. JFR terá de usar toda sua habilidade de mecânica para lidar com refugos, etc. nessa confusa oficina.

        Outro aspecto que pesa nas costas do prof JFR diz respeito a prática política dos políticos e dos policy makers da FP. Assim que os números da votação de três de outubro emergiram, indaguei, em momentos distintos, dois membros da FT (cada um com mais de vinte anos de labuta nesse meio) sobre o inesperado resultado. A resposta foi que a cúpula deixou de fazer política (abandonou) e permitiu que somente a oposição fosse atrás de conversar com o povo, com as lideranças. Lamentaram demais esse comportamento! Mas também falaram que é apenas isso que podiam fazer, infelizmente, pois o máximo que poderá acontecer é algum “doido” do PT resmungar, mas com pouca possibilidade de haver algum redirecionamento concreto, além de alguma manifestação perfunctória.

        Mas a prática política da FP que o prof JFR terá de renovar não está restrita ao fato de ter perdido para a oposição a capacidade da prática, conforme  lamentado por seus próprios membros. Também está inscrita num dos aspectos que uma parcela da cúpula policy makers mais se vangloria. A capacidade de dá coice no nariz de seus interlocutores, sejam parceiros, sejam adversários. O que mais se ouve de parcela destes coiceadores: “Nós não ganhamos eleição nem de poste.” Embora esta prática do coice não se restrinja apenas aos policy makers. É muito comentado o tratamento humilhante que um senhor de idade, político da região central do estado, recebeu de uma graduada figura, logo após os resultados das eleições na primeira metade da década dos 00. A jornalista e advogada Raquel Moreira tratou dessa questão, na imprensa local, no artigo O governo dos “doutores” (07-Out-2010), contrariada com “o tecnicismo desenfreado que faz com que ocupantes de primeiro e segundo escalões se achem superiores a seus subordinados, aliados e à população, donos da verdade e da honestidade absoluta.” Sei que não basta a fineza do prof. JFR para amenizar o coiceamento que prevaleceu nesses doze anos, mas somente ele poderá acalmar esses seres tão faceiros. Esse me parece uma questão de dificil enquadramento, pois quando as pessoas se sentem muito machucadas e magoadas...

        O Prof JFR não será o responsável apenas para reintroduzir a prática política e amenizar o ímpeto coiceador de parcela dos policy makers da FP, também terá de apagar e enterrar o símbolo mais negativo, nojento e imperdoável da FT nesses doze anos. Que símbolo é esse?

        Quando imaginamos o Acre hoje, digo imaginamos, pois há quase um ano eu não tenho o privilégio de presenciar a paisagem do meu Etat d'accueil. Então, quando imaginamos o Acre de hoje, é completamente distinto ao Acre dos anos de 1990s, principalmente Rio Branco, que passou a ser orgulho para muitos acrianos. Sim, mas o Acre não é apenas Rio Branco, que foi muito bem remodelado e enfeitado pela lógica da engenharia (ou melhor das construtoras) financeira e política nessa dúzia de anos de comando da FP.

        O símbolo negativo desses doze anos da FP está localizado precisamente no sudoeste do estado do Acre, e é a minha querida città natale, Xapuri, que desde que a FP assumiu em 1999, e logo após, um seleto grupo decidiu que não iria fazer nenhum investimento que viesse dinamizar aquele torrão, os xapurienses não mais puderam se livrar da vergonha e humilhação da situação miserável na qual aquele município foi jogado. Até parece uma maldição pelos recursos que são obtidos usando o nome de Chico Mendes para serem investidos em Rio Branco;  a maldição bem que poderia recair no grupo que tomou essa infeliz decisão, pelos idos de 1999/2000, de deixar ao relento a minha ville natale.

        Mesmo antes da FP, o PT já administrava Xapuri, como Júlio Barbosa (1997-2004); sem comentários. E agora, com Bira Vasconcelos, a partir de 2009. Pensar em passar por Xapuri nesses últimos anos, não foi somente vergonhoso para os xapurienses, foi decepcionante.

        As fábricas de tacos e a de camisinhas foram instaladas naquele chão, chamado Xapuri, de forma atravessada, esticadas pelos caprichos pessoais e individuais.. relato?

        O que desejo, sinceramente, é que o prof JFR consiga extirpar esse símbolo da FP em relação a Xapuri, pois pelo tanto que se  construiu e se  reconstruiu em Rio Branco, não é justo usar o nome de um inocente, durante todo esse tempo, e não retribuir aquela população com algum sinal de dignidade; pelo menos dever-se-ia pagar royalties pela ousada façanha.

        Imagina-se que o fantástico prof JFR falhe em sua monumental missão de buscar os votos perdidos da Frente Popular, teríamos o que administrando o Acre partir de 2015? É meio assustador...

 

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 22h34
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Economía Marxista (ALEM)

ALEMISTAS

 

boa dica do professor ufaquiano

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 17h21
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Quarta-feira , 03 de Novembro de 2010


O MODO e A MODA

        O Diretor-presidente do Instituto Dom Moacyr, Irailton Lima, questionado por ter sido jubilado no Curso de Ciências Sociais da UFAC, assim se justificou: "...não fui jubilado da UFAC apenas perdi o interesse em concluir um curso que já não me satisfazia, e demorei um pouco mais para isso." (In Comentários, A lição que o PT não aprende no Acre, Blog do jornalista Altino Machado). Nestes casos nem é necessário usar linguagem de Estado, pois torna a explicação muito curiosa.

        Mas o que chamou mais a atenção foi a forma em que o responsável pela política de formação profissional do Acre tentou levantar outra bela reflexão: "Nem acho que o título acadêmico seja cartão de apresentação de alguém  - aliás, algumas das pessoas que mais admiro na vida sequer os têm". 

 

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 14h20
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A SUPERPOWER IN DECLINE

Is the American Dream Over?

Peter Lueder / DER SPIEGEL - 11/01/2010

America has long been a country of limitless possibility. But the dream has now become a nightmare for many. The US is now realizing just how fragile its success has become -- and how bitter its reality. Should the superpower not find a way out of crisis, it could spell trouble ahead for the global economy. By SPIEGEL Staff

It was to be the kind of place where dozens of American dreams would be fulfilled -- here on Apple Blossom Drive, a cul-de-sac under the azure-blue skies of southwest Florida, where the climate is mild and therapeutic for people with arthritis and rheumatism. Everything is ready. The driveways lined with cast-iron lanterns are finished, the artificial streams and ponds are filled with water, and all the underground cables have been installed. This street in Florida was to be just one small part of America's greater identity -- a place where individual dreams were to become part of the great American story.

But a few things are missing. People, for one. And houses, too. The drawings are all ready, but the foundations for the houses haven't even been poured yet.

Apple Blossom Drive, on the outskirts of Fort Myers, Florida, is a road to nowhere. The retirees, all the dreamers who wanted to claim their slice of the American dream in return for all the years they had worked in a Michigan factory or a New York City office, won't be coming. Not to Apple Blossom Drive and not to any of the other deserted streets which, with their pretty names and neat landscaping, were supposed to herald freedom and prosperity as the ultimate destination of the American journey, and now exude the same feeling of sadness as the industrial ruins of Detroit.

Florida was the finale of the American dream, a promise, a symbol, an American heaven on earth, because Florida held out the prospect of spending 10, perhaps 20 and hopefully 30 years living in one's own house. For decades, anywhere from 200,000 to 400,000 people moved to the state each year. The population grew and grew -- and so too did real estate prices and the assets of those who were already there and wanted bigger houses and even bigger dreams. Florida was a seemingly never-ending boom machine.

Could the Dream Be Over?

Until it all ended. Now people are leaving the state. Florida's population decreased by 58,000 in 2009. Some members of the same American middle class who had once planned to spend their golden years lying under palm trees are now lined up in front of soup kitchens. In Lee County on Florida's southwest coast, 80,000 people need government food stamps to make ends meet -- four times as many as in 2006. Unemployment figures are sharply on the rise in the state, which has now come to symbolize the decline of the America Dream, or perhaps even its total failure, its naïveté. Could the dream, in fact, be over?

Americans have lived beyond their means for decades. It was a culture long defined by a mantra of entitlement, one that promised opportunities for all while ignoring the risks. Relentless and seemingly unstoppable upward mobility was the secular religion of the United States. Alan Greenspan, the former chairman of the Federal Reserve, established the so-called ownership society, while Congress and the White House helped free it of the constraints of laws and regulations.

The dream was the country's driving force. It made Florida, Hollywood and the riches of Goldman Sachs possible, and it attracted millions of immigrants. Now, however, Americans are discovering that there are many directions that life can take, and at least one of them points downward. The conviction that stocks have always made everyone richer has become as much of a chimera in the United States as the belief that everyone has the right to own his own home, and then a bigger home, a second car and maybe even a yacht. But at some point, everything comes to an end.

The United States is a confused and fearful country in 2010. American companies are still world-class, but today Apple and Coca-Cola, Google and Microsoft are investing in Asia, where labor is cheap and markets are growing, and hardly at all in the United States. Some 47 percent of Americans don't believe that the America Dream is still realistic.

Loud and Distressed

The Desperate States of America are loud and distressed. The country has always been a little paranoid, but now it's also despondent, hopeless and pessimistic. Americans have always believed in the country's capacity for regeneration, that a new awakening is possible at any time. Now, 63 percent of Americans don't believe that they will be able to maintain their current standard of living.

And if America is indeed on the downward slope, it will have consequences for the global economy and the political world order.

The fall of America doesn't have to be a complete collapse -- it is, after all, a country that has managed to reinvent itself many times before. But today it's no longer certain -- or even likely -- that everything will turn out fine in the end. The United States of 2010 is dysfunctional, but in new ways. The entire interplay of taxes and investments is out of joint because a 16,000-page tax code allows for far too many loopholes and because solidarity is no longer part of the way Americans think. The political system, plagued by lobbyism and stark hatred, is incapable of reaching consistent or even quick decisions.

The country is reacting strangely irrationally to the loss of its importance -- it is a reaction characterized primarily by rage. Significant portions of America simply want to return to a supposedly idyllic past. They devote almost no effort to reflection, and they condemn cleverness and intellect as elitist and un-American, as if people who hunt bears could seriously be expected to lead a world power. Demagogues stir up hatred and rage on television stations like Fox News. These parts of America, majorities in many states, ignorant of globalization and the international labor market, can do nothing but shout. They hate everything that is new and foreign to them.

But will the US wake up? Or is it already much too late?

SEGUE

xx

Obama's Election Debacle

A Settling of Accounts with Mr. Perfect

 

Former US Secretary of Labor Robert Reich

'Obama Failed to Connect the Dots'

 

SPIEGEL Interview with Chancellor Angela Merkel

'The Crisis Has Deeply Shaken Us'

 

Obama's Election Debacle

A Settling of Accounts with Mr. Perfect

The Democrats suffered a debacle at the polls in the US on Tuesday -- and President Barack Obama is to blame. Once celebrated as a great communicator, the president has lost touch with the mood in his country. Now, he must re-invent himself. But can he succeed? A commentary by Gregor Peter Schmitz

 

04/11/2010

Mudança do equilíbrio de poder nos EUA gera preocupações no exterior

International Herald Tribune
Liz Alderman

 

November 2, 2010, 11:59 pm

How Obama Saved Capitalism and Lost the Midterms

 

The World from Berlin  11/04/2010

'Obama Comes Across as Cold, Arrogant and Elitist'

It was a failure of historic proportions. With US President Barack Obama's Democrats having lost control of the House, there seems little hope for progress during his two remaining years, say German commentators. Obama himself, they say, bears much of the blame.

 

TAKING LESSONS FROM THE MID-TERM DISASTER

How Obama Can Win Back America

A little contrition is not enough. Barack Obama appeared saddened by the Democratic Party's historic fiasco this week, but he has not understood the real message of the election. His policies are far too liberal for America. If he wants to get reelected in 2012, he will need to find his way to the center.

 

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Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 06h05
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ZÉ DIRCEU ESTÁ CONDENADO...

        No dia primeiro de novembro assisti alguns momentos do programa “Roda Viva”, com o ex-ministro da Cas Civil, José Dirceu. Desnecessário comentar o papel lamentável de Marília Gabriela, Augusto Nenes (Veja, ex-JB) e Fiúza (Época); estavam muito interessados em demonstrar que farão parte do Movimento Tea Party brasileiro que se estabelecerá doravante; impressionante!

        Mas interessa afirmar que José Dirceu está condenado a derrubar um governo. Ele já produziu danos profundos ao governo Lula, fato de domínio público. Entretanto ainda não atingiu sua missão.

        A chamada oposição usou sua imagem (misteriosa) para causar alguns danos na candidatura da Presidenta eleita, Dilma Rousseff. A própria justiça eleitoral proibiu o uso da expressão “Turma da Zé Dirceu”.

        Não contente com o que fez no governo Lula e na candidatura de Dilma, José Dirceu fará estragos bastante maiores no futuro, caso seja inocentado no Supremo; seu desejo.

        Na matéria, “O Consultor”, de fevereiro de 2008, na Revista Piauí, fica bem claro que ele não pretende deixar o governo em paz; até com pretenção de se candidatar à presidência. Quem votaria em Dirceu? Isso seria o de menos.

        O de mais será produzido pela sua incontida influência, a partir de sua atividade de “consultor”. Ele provavelmente derrubará definitivamente ainda um governo. Isso se José Eduardo Dutra não fizer primeiro em parceria com Michel Temer. A lógica do Estado é essa mesma.

        Da entrevsita fica a impressionante imagem de sangue frio de José Dirceu face aos jornalistas que estavam na banca.

Escrito por Porfiro / Twitter: @jporfiro às 02h21
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