ECONOMIA e SOCIEDADE


Sábado , 31 de Outubro de 2009


MISSÃO SUBMARITMA

        Hoje a tarde precisei fazer uma missão. O minino chamou para visitar o submarino Riachuelo, novamente.

Lindk do Crédito

 

        Ele fez muitas observações mas não encontrou inimigos por perto.

 

 

        Quantas vezes vou precisar ir ao Zoo do Rio, ao Jardim Botânico, ao Museu da Marinha? É quase um castigo.

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 17h54
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Quinta-feira , 29 de Outubro de 2009


SEMINÁRIO INTERNACIONAL INCT-PPED

“Promovendo Respostas Estratégicas à Globalização” - inclui papers

 Trata de algo chamado de variedades de capitalismo.

Folder/Programação

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 19h40
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VALOR ECONÔMICO x BULLETIN

        Alguns jornalistas são conhecidos por servir exclusivamente para repassar informações de determinados grupos ou indivíduos, como se houvesse um convênio celebrado para tal finalidade.

        Existem muitos exemplos na área do jornalismo político ou econômico. Podemos lembrar da conhecidíssima Miriam Leitão. Em seu programa semanal da Globonews (acho que são mais ou menos de 45 edições anuais), 40% das entrevistas são "reservadas" para um grupo de indivíduos que obrigatoriamente aparecem no programa duas, três ou quatro vezes por ano, cada um. Seria muito difícil ela esquecer de convidar Gustava Franco, Armínio Fraga, e mais outros que compõem esse time fechado do mercado financeiro.

        Na coluna Panoramica, jornal O Globo, ela é uma verdadeira passa recado, quase sempre das mesmas pessoas; denominam-a de papagaio de...

        Como ela é a jornalista mais conhecida, fiel a essa prática de repassar recados de seus clientes influentes, geralmente não prestamos muita atenção aos demais.

        Hoje, no jornal Valor Econômico, a Claudia Safatle, de Brasília, quase se supera. Não satisfeita com os canais privilegiados que Armínio Fraga já dispõe, ela foi acionada para transmitir umas ideias que o ex-presidente do Banco Central, atual presidente da Bovespa, presidente da empresa Gávea Investimentos tinha preparado para o momento. Ela foi perfeita; o Jornal Valor Econômico é um verdadeiro bulletin.

        Claudia Safatle fez uma entrevista com esse poderoso administrador de fundos que saiu no Valor Econômico com o nome de especial. Qual o recado que ele queria passar? A ideia de que o governo está impimindo indevidamente uma linha de Estado máximo e atendendo interesses particulares. Para isso usou de todas as terminologias de impacto.

        Indícios de patrimonialismo, postura agressiva de ampliação do Estado, "...a sensação de que o Estado passou a servir a interesses partidários, a interesses privados, sindicais. Acho que precisamos iniciar a discussão de reestatização do Estado".

         E a jornalista quando foi sintetizar a ideia do investidor sobre o marco regulatório do pré-sal, considerado exagerado, não deixou por menos:  "São recursos que precisam ser bem administrados, com regras claras de governança do ponto do vista cambial, orçamentário e do investimento. 'Defendo com entusiasmo levar mais a sério o orçamento, que é o espaço mais natural e mais democrático para decidir o que se faz com nosso precioso dinheiro'."

        Quando ele menciona o nome de pessoas do governo passado não perde tempo em afirmar que o patriotismo das mesmas está acima de qualquer suspeita.

        A jornalista foi escalada para fazer o serviço especial. A menina não fez nenhuma pergunta de jornalista verdadeiro, sequer. Ela quiz apenas transmitir um recadinho.

        O que significa um grande investidor reclamando que o governo não está fazendo, regulando (pré-sal), do jeito que eles querem, senão a defesa de seus interesses.

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 10h07
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Segunda-feira , 26 de Outubro de 2009


"A AMÉRICA LATINA

e a Internacionalização do Mercado de Serviços: O caso da indústria de software"

prof. Paulo Bastos Tigre (IE/UFRJ) e Felipe Marques (BNDES).

terça, 27 de outubro, às 16:30.

ATUALIZAÇÃO, 27-10-2009

        No seminário, o prof. P. Tigre informou que esse trabalho faz parte de um conjunto de oito livros encomendados pela Cepal. Veja Link abaixo de um deles.

        Na sequência Felipe Marques apresentou sua tese que irá defender brevemente, com o título acima. Uma atualização do conteúdo do livro abaixo, que foi produzido em meados de 2007.

 

 

Perspectivas de las tecnologías de telecomunicaciones y sus implicancias en los mercados y marcos regulatorios en los países de América Latina y el Caribe

La sociedad de la información en América Latina y el Caribe Desarrollo de las tecnologías y tecnologías para el desarrollo

La transformación de puntos de acceso en nodos de conocimiento: análisis de diez experiencias de telecentros comunitarios en América Latina

EnREDos Regulación y estrategias corporativas frente a la convergencia tecnológica

Desafíos y oportunidades de la industria del software en América Latina

¿Quo vadis, tecnología de la información y de las comunicaciones?

Las políticas de tecnología para escuelas en América Latina y el mundo: visiones y lecciones

Panorama Digital 2007 de América Latina y el Caribe

Espacios iberoamericanos: la economía del conocimiento

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 13h44
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Domingo , 25 de Outubro de 2009


REFUGIADOS BOLIVIANOS

no Acre
LUCAS FERRAZ
ENVIADO ESPECIAL A BRASILEIA (AC), EPITACIOLÂNDIA (AC) E COBIJA (BOLÍVIA) - Folha de São Paulo, hoje

Um funeral dentro de um táxi foi a única opção que restou aos irmãos de Ana Melena de Suzuki para que ela se despedisse da mãe, morta em março por causa de um câncer.
Se voltasse para o velório em Cobija, capital do departamento de Pando, na Bolívia, a 87 passos de Epitaciolândia (AC), ela poderia ser presa e perder o refúgio dado pelo Brasil. Os irmãos da refugiada cruzaram a fronteira com o corpo da mãe entre eles no banco traseiro do carro, para o adeus da irmã. ... ... ... ... ... ... .... ... ... segue .. ... ...

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 06h24
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Quinta-feira , 22 de Outubro de 2009


REALISMO

        O realismo é um vertente teórica no campo das relações internacionais. Mas quando o realismo não passa pela teoria assombra os "inocentes".

        Ontem (22-10) o seu Lula deu uma entrevista a um repórter da Folha de São Paulo que deixou todos os analistas (jornalistas) políticos endiabrados e, curiosamente, assombrados. O realismo político prático é meio sinistro, parece. Ou é difícil mesmo entender a dinâmica desses regimes político-econômicos dominado pela empresa privada.

        O governo taxou o capital estrangeiro, na entrada, somente. Foi o suficiente para os jornais escalarem os funcionários dos bancos (às vezes com vinculos acadêmicos) de plantão para dizer se a medida faz sentido ou não. Folha, dia 21 e 22-10, e Valor Econômico, dia 22 e 23-10 (Márcio Garcia). O que a revsita Veja está preparando para colocar nas bancas hoje a noite?

        O Jornal Valor Econômico de hoje veio com uma reportagem especial sobre os Vinte Anos da Queda do Muro de Berlim. Veio também com artigo sobre a hegemonia do dólar e sobre a política camabial brasileira.

       Mas gostei mesmo foi da entrevista (E assim caminha a humanidade?) do realista norte-americano, George Friedman, divulgando seu livro, "Os Próximos 100 Anos - Uma Previsão para o Século XXI". Por que sempre eles sabem analisar melhor do que os outros.

XXXXXXXXXXX 

Marcos Cintra: Remédios e venenos - Não (24-10)
Julio Gomes de Almeida: A estabilidade dos mercados - Sim

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 23h24
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Sábado , 17 de Outubro de 2009


SICKO

 

        Vá ao youtube e procure pelas palavras sicko e Michael Moore se você pretender observar melhor uma parte, um pedaço... Comece por esse link: Sicko ou Sicko. Em cada um é possível assistir I, II, III... É quase de chorar...

        Quem não lembra da excitação de muita gente quando Al Gore lançou aquele documentário "Uma verdade inconveniente." Procure agora se tem alguem pelo menos desexcitado com este documentário de Michael Moore. Assim caminha...

        Ou, se preferir, quando esse vídeo acima terminar selecione com o mouse (parte inferior do vídeo) aquele que você desejar.

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Published: November 3, 2009

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 01h29
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Segunda-feira , 12 de Outubro de 2009


NOBEL DE ECONOMIA - MULHER DESCONHECIDA

Mulher ganha Nobel de Economia pela primeira vez na história - Da Redação - Em São Paulo

XX

12/10/2009 - 11h37 - Mulher ganha Nobel de Economia pela primeira vez na história - atualizado

XX

October 12, 2009, 8:12 am An institutional economics prize

XX

Two Americans Are Awarded Nobel in Economics

Oliver E. Williamson shared the honor with Elinor Ostrom, the first woman to win the prize for economics.

Reactions to the Nobel in Economic Science - Economix Blog ...

What This Year's Nobel Prize in Economics Says About the Nobel ...

 XX

From World 2:03pm - Nobel economics prize for governance duo

Ostrom becomes first woman winner

Nobel economics awards for governance duoTheories of governance win economics nobel

XX

Elinor Ostrom and the well-governed commons

XX

The bigger picture - This year’s Nobel prize has rewarded the use of economics to answer wider questions

 XX

Oct 12, 2009

Oliver Williamson and Elinor Ostrom Awarded Nobel in Economics - I would not have predicted this (links to other comments are given below):

... ...

FINANCE AND ECONOMICS: Economics focus

Reality bites - Elinor Ostrom and Oliver Williamson win this year’s Nobel prize for economicsOct 15th 2009

 XX

13/10/2009

Um ano humilhante para os economistas briguentos

Financial Times- Alan Beattie - Em Londres (Inglaterra) -
Humbling lessons for bickering economists

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 12h50
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Sábado , 10 de Outubro de 2009


ACRE x VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária

        Desde quinta-feira que não para de cair água. Mesmo assim fomos ao Brasil Rural Contemporâneo (VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária - 07 a 12-2009).

        Não é uma feira agropecuária (aqueles garotos de fivelão, aquelas meninas de botão, jeans e chapelão). É algo mais civilizado.

        O público que frequenta não tem a cara do pessoal dos shopping centers, das praias de Ipanema, Leblon, Pepino, etc. Quem vai tem outra cara, mas é um pessoal que enfrenta um meladeiro para se abrigar nas organizadíssimas tendas da Marina da Glória.

        É um mundo, todos os estados. Mais os espaços específicos (da Amazônia, dos orgânicos, dos ofícios, das cachaças...). Tanta coisa que não conhecemos nesse Brasil, e que ainda contiua existindo.

        Muito artesanto. Nem sei se isso é próprio da agricultra familiar brasileira. Mas, é apresentado excessivamente; o que mais tem no espaço acriano.

        No espaço do Acre tinha bombom de cupuaçu, salame de cupuaçu, polpa de cupuaçu. Tinha artesanato. Borrachas tecnológicas.

        No stand da Associação (não sei o nome, mas é do Assentamento da ALCOBRÁS) adquirimos polpa (hihi) de cupuaçu.

        Fiquei ouvindo a conversa de senhora: (1) lá tem 900 famílias; (2) só quem plantou cana foram os fazendeiros ("tem cana demais!"); (3) os demais estão esperando o IMAC liberar o plantio (está bem próximo); (4) essas 900 famílias plantam milho, feijão, etc. (5) vendem nos municípios, em Rio Branco também; (6) vendem no beira da estrada, como tem lá nas estradas da Bahia (hihi).

        O Igor Diore toda hora pedia para irmos à banca de tacacá. Após muito tempo, a chuva ficou fininha. Fui para a fila. Passei uns 20 minutos. Peguei uma cuia de tacacá; o bicho era do Pará. Ele devorou rapidinho as folhas. Provei. O gosto é espantosamente diferente do tacacá do Acre. Não para melhor.

        O primeiro vídeo conseguir registrar o Acre (cupuaçu, bombom, artesanato). O segundo alguns produtos do Rio Grande do Sul (erva, vinho, salame, queijo).

 

"Agricultura Familiar Sustentável do Acre" in: banner

 

 

Rio Grande do Sul - Gaúcho - Queijo, vinho, erva.

 

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 23h36
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Sexta-feira , 09 de Outubro de 2009


ELE MUDOU A MENTE

       Assistindo o Programa Milênio da Globonews de 05.10.2009, o entrevistado fez a afirmação abaixo. Parece mais um keynesiano ou qualquer outro neo. Mas quem teve a possibilidadede ler seu livro do início dos anos de 1990 jamais imaginaria que um dia ele desse uma guinada dessa. Na entrevista ele explica porque se afastou de seus colegadas neoconservadores. O vídeo se encontra lá no site do programa.

        "Eu acho que há uma espécie de crença ideológica de que os mercados se autorregulam sem a intervenção do Estado, e o resultado disso foi a crise financeira que Wall Street viveu."

XXX

        Para completar, muito antes, em 15 de abril de 2009, ele já afirmava: "Por décadas, seguimos um modelo que propunha a máxima desregulamentação dos mecanismos financeiros e a crença de que os mercados iriam se ajustar automaticamente a qualquer situação."

        "Rompi com os conservadores no início da Guerra do Iraque. Não concordei, e não concordo, com a maneira como o governo anterior utilizou o poder americano. O erro de estratégia ficou claro com os danos ao prestígio do país. Os republicanos precisam repensar sua política externa e, no campo da economia, devem rever suas posições ideológicas sobre economia e governo mínimo, porque foram justamente elas que nos impeliram para a crise econômica atual." (Na revista Veja).

        Se alguém falasse que era o Francis Fukuyama, ninguém acreditaria.

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 22h53
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Terça-feira , 06 de Outubro de 2009


INTELLECTUAL PROPERTY RIGHTS

Regimes, Firms and the Commodification of Knowledge

prof. Benjamin Coriat (University Paris 13, CEPN, CNRS) e prof. Olivier Weinstein (MSH Paris-Nord).

Seminário de Pesquisa, em 06-10-2009, Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura.

        Muito boa a palestra do prof. Coriat sobre o Regime de Propriedade Intelectual dos EUA.

        O tema é tratado historicamente. Pinçando dois pontos. (i) Atualmente a patente de uma invenção atinge todas a inovações futuras relacionadas com essa invenção, completament diferente dos procedimentos do passado. Ou seja, uma patente de sequenciamento genético é extendida para todos os próximos avanços; (ii) nos últimos vinte anos foram criados tribunais espcíficos - com novas ideologias - sobre propriedade intelectual, pois os tribunais convencionais eram contrários ao regime de propriedade intelectual como exigido pelas grandes corporações.

       Um texto que pode ser indicado!

XXX

 

Ghosh, Rishab Aiyer & Luc Soete, 2006, Information and intellectual property: The global challenges, UNU-MERIT Working Paper 2006-029

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Escrito por Prof. José Porfiro (UFAC) às 21h57
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