Lembrei que é preciso preparar o Programa da Disciplina Economia Internacional II. Esta é bastante diferente de Economia Internacional I (teorias do comércio internacional, taxa de câmbio, balanço de pagamentos e negociações internacionais: OMC, etc.). Na II, estou enfocando, principalmente o sistema monetário internacional (FMI e Banco Mundial) e as transformações econômicas no pós-guerra. Mesmo buscando seguir um único caminho, não temos muito como fugir da amplitude do tema. Na disciplina Economia Internacional I, em um determinado momento, faço a leitura de um artigo do Antonio Delfim Netto, com o título, "Vantagens comparativas", publicados há alguns anos da Revista Carta Capital [recentemente, ele publicou outro artigo com o mesmo nome, na edição de 11 de outubro de 2006 - Ano XIII - Número 414] No final, digo que se todos terminarem a disciplina e conseguirem entender o artigo, estaria satisfeito. Agora, no inicío da II, vou começar com um texto do Jornal Le Monde Diplomatique, A Nova (Des)Ordem Financeira (out 2006). Se no final da disciplina todos estiverem entendendo esse texto, também estarei muito satisfeito. Melhor seria que todos estivessem entendendo o texto, Death and Resurrection of the US Dollar
De qualquer forma, irei preparar a forma de trabalhar a disciplina. As aulas começam segunda-feira. Todos estão horrorizados por que tem um horário, às 20:40, as sexta-feiras; fazer o que? Quem sair antes das 22:15 pega falta na última aula.
Ménage à trois global: OMC, FMI e Banco Mundial
Gilberto Dupas: Filantropia e capitalismo global (Folha de são Paulo, 02-11-06)
transcrito dos links mencionados em cada título:
A expressão "dia a dia" é com hífen?
Se você consultar um dicionário, terá como resposta "dia-a-dia". Exatamente assim, com hífen. Mas... não se dê por satisfeito, não. O uso do hífen depende do caso. Veja o texto deste anúncio, de um shopping center de São Paulo, veiculado em outdoors:
O dia-a-dia das mães é aqui.
No anúncio, "dia-a-dia" é sinônimo de "cotidiano". A expressão está substantivada e grafa-se com hífen.
Dia-a-dia = cotidiano
"Dia a dia" pode ser escrita sem hífen também, como na canção "Pacato cidadão", gravada pelo Skank:
Pacato cidadão, te chamei a atenção
não foi à toa, não
C’est fini la utopia mas a guerra todo dia
dia a dia, não
Tracei a vida inteira planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia e em tecnologia
Agora a luz do sol
Nesse caso, "dia a dia" não tem o sentido de "cotidiano". Quer dizer antes "diariamente", "todo dia". Trata-se de um advérbio. Nesse caso, o hífen está dispensado.
dia a dia = dia após dia, diariamente
Veja outros exemplos de "dia a dia" sem hífen:
Ela melhora dia a dia.
Ela melhora dia após dia.
Ela melhora diariamente.
A expressão "dia-a-dia", portanto, só é grafada com hífen quando é substantivada, quando aparece na frase como substantivo.
Por essas e por outras, preste sempre atenção quando for consultar o dicionário. Deixe a pressa de lado e leia o verbete até o fim.
• "Dia a dia" (sem hífen) é advérbio, isto é, modifica um verbo; significa "diariamente": Ele melhora dia a dia.
• "Dia-a-dia" (com hífen) é substantivo; significa "cotidiano": O meu dia-a-dia é muito estressante.
Nesses quase quatro anos de governo lula, acompanhei boa parte das análises. Um aspecto que chamou atenção, diz respeito àqueles analistas (como Emir Sader e mais uma dezena de outros, considerados no espectro das esquerdas), que passaram a criticar duramente do governo, a partir de um determinado momento, e, há uns seis meses, passaram a defender a necessidade de votar em lula. Juntaram-se a esses, aqueles que estam argumentando, agora no 2° turno, que é necessário votar em lula. !!!
Podemos considerar essa trajetória, tanto positivamente, quanto o contrário. Muitas pessoas não compreendem as inflexões nas opiniões dos analistas; o que de certa forma, pode ser considerado negativamente. O lado positivo, é que eles sempre demonstra a capacidade de análise, independente (o positivo, que ninguém vai levar em consideração).
José Arthur Giannotti Política sem riscos (01-01-2007) - posse
Paul Singer Um novo round na luta contra a pobreza (01-01-2007) posse
Boaventura de Sousa Santos: Lula e a esquerda (Folha, 22-11-2006)
Marcos Nobre: Dura de matar (Folha, Brasil, 25-10-2006)
Delfim Netto
POR QUE APÓIO LULA (Carta Capital, 25 de Outubro de 2006 - Ano XIII - Número 416)
Chico de Oliveira: “Agora voto em Lula” (Carta Maior, 18-10-06)
‘Temos que continuar a luta, seja qual for o governo’ (Entrevista, Aziz Ab'Sáber, Carta Maior, 17-10-06)
"Lula é a escolha popular", diz Alencastro, (Folha, 15-10-06).
“Lula nos deixou a um passo do abismo. Alckmin nos colocará nele” (Entrevista, João Sicsú, Carta Maior, 13-'0-06 - “Câmbio e controles de capitais”, Ed. Campus).
‘Não sei qual a opção menos nefasta’ (Entrevista, Ricardo Antunes, Carta Maior, 13-10-06).
Socióloga defende aprofundamento das políticas sociais e mudanças na política econômica. (Entrevista, Maria Victoria Benevides, Carta Maior, 12-10-06).
Otávio Velho: Um imenso grotão? (Folha de São Paulo, 31-10-06)
Floriano Pesaro: É preciso superar os limites (FSP, 28-10-06, Bolsa Família é Assistencialista)
José Márcio Camargo: Um investimento no futuro (FSP, 28-10-06, Bolsa Família não é Assistencialista)
Choque de concepções sobre a inserção no mundo. (Carta Maior, 11-10-06)
Às vésperas do 2º turno presidencial, esquerdas buscam pontos de contato (Carta Maior, 10-10-06).
Especial, o futuro da esquerda.
+autores: O mapa complexo das urnas (Folha MAIS!, 15-10-06, Elemento irracional presente na sociedade brasileira se reflete na hora do voto e exige leitura ampla do quadro eleitoral, Maluf, Clodovil, etc.).
ENTREVISTA - Edgardo Lander Lula é ambíguo; Alckmin, nefasto, diz sociólogo venezuelano (Carta Maior, 20-10-06)
FHC nunca mais! (Emir Sader, CM, 22-10-06)
Yunus criou o banco dos pobres em Bangladesh (Grameen bank). Desta iniciativa brotou toda uma discussão sobre acesso ao crédito por indivíduos com baixo nível de riqueza. Essa discussão centrou-se no tema do Microcrédito. Há alguns anos orientei uma monografia sobre microcrédito (esqueci o nome do aluno, ainda sei que é um peruano naturalizado). Atualmente estou orientando a Clícia Rodrigues, também sobre microcrédito (ela é uma excelente aluna); sumiu. Não sei o porquê.
O prêmio nobel da paz para M. Yunus é um sinal de que os pobres são mais perigosos que Bush, Tony Blair, etc.
Atacando a pobreza com o microcrédito (Der Spiegel, 08-12-2006)
Entrevista com Muhammad Yunus: "A situação das mulheres é melhor com dinheiro" (Der Spiegel, 08-12-2006)
Parou: Diferença salarial entre homens e mulheres parou de diminuir (NYT, 24-12-266)
Nobel em ação: Muhammad Yunus, ganhador do Nobel da Paz, fala em reunião mundial sobre microcrédito no Canadá (FSP, 13-11-06)
Idéias eficazes contra a pobreza (Jornal da USP, ano XXII no.781, 23 a 29 de outubro de 2006)
Crédito à paz (Folha, 16-10-06, Editorial)
Pioneiro do microcrédito recebe Nobel da paz (Herald Tribune, 14-10-06).
Artigo: Entre política social e mercado (Folha, 15-10-06)
Losing its lustre (The Economist, 13-10-06)
O economista Muhammad Yunus vence o prêmio Nobel da Paz (UOL News, 13-10-06, Alencastro)
Dez bancos concentram 85% do crédito no Brasil (Folha, 16-10-06, dinheiro)
Artigo: Wal-Mart merece o Prêmio Nobel (Folha, Dinheiro, 22-10-06)
Dia do Professor; não sabia que é uma data antiga, de 1827. Ainda não sei bem a utlidade da data; vou ler algo. Quinze de outubro, apenas três dias após o dia do estudante, coincidência.
Conheça o pacote de medidas do Dia do Professor (Portal do MEC)
PROFESSOR, CADÊ VOCÊ? (O "homem mais culto do Brasil" desapareceu misteriosamente) (Carta Capital, 411); SERÁ O PROFESSOR? (“Vim a Goiás para morrer anonimamente e, até agora, não consegui. Fracassei. Vocês me forçaram...” (Carta Capital, 415).
Resumo Original
O estudo parte da constatação de uma dicotomia observada entre o modelo formal da teoria do capital humano, que justifica a tomada de decisão por meio do investimento em educação, e as evidências empíricas dos estudos que corroboram tal modelo. Identifica que a base daquele modelo formal, a teoria neoclássica da escolha racional, distancia-se do tipo real de homem econômico racional e, portanto, do investidor típico em capital humano, na medida em que desconsidera os limites que lhe são apresentados em termos de informação incompleta, de capacidade de processar a informação e da influência do meio social no comportamento individual.
Editoriais: Ineficiência acadêmica (18-02-2007, liberãção de verbas nas IFEs
Ivan Illich e o Estado do "Faça-Você-Mesmo" - estudar sem escola - (Prospect Magazine, 04-01-2007)
Leandro R. Tessler: Verdadeira reforma do ensino superior (fsp, 18-01-2007)
Inadimplência em faculdades atinge 23% (fsp, 08-01-07)
Roberto Leal Lobo e Silva Filho, Maria Beatriz de C. M. Lobo e Oscar Hipólito: Evasão no ensino superior: causas e remédios (15-01-2007)
Contra evasão escolar, governo estuda ampliar Bolsa Família (fsp, 08-01-07 - devido matéria de ontem)
Escola não motiva e perde alunos (fsp, 07-01-07)
Rio de Janeiro - Plínio Fraga: Idéias apagadas (fsp, 08-01-2007, quadro negro é sinônimo de chatice)
Metade dos universitários não se forma (FSP, 31-12-2006)
Esse tema é um dos mais doloridos, principalmente para quem vive no dia-a-dia das universidades públicas, ditas.
+ 18 de agosto de 2002 (folha de são paulo)
Universidade, formação e mundo do trabalho: superando a visão corporativa
A nova morfologia do trabalho e os (des)caminhos do sindicalismo (Entrevista, Ricardo Antunes, sobre livro coletivo Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil (Boitempo Editorial)).
O prof. reginaldo (dep. economia, ufac) fez um comentário sobre o processo de divulgação na www (textos, indicação de livros, etc.). Há uma quatidade grande de sites que realizam esse serviço (boa parte linkadas neste blog). Ele citou mais um, http://www.lateinamerika-studien.at/es/index.htm, agora também linkado. Esse processo, característico da www, potencializa as ações acadêmicas. A satisfação do desejo de quem trabalha com informações.
Atualmente, 50% dos estudantes e professores têm acesso regular a www, isso é extraordinário. Mas, há uma dinâmica de uso da www. O uso acadêmico, na academia não é proporcional ao percentual dos que a usam. Algo ainda se interpõe nesse meio.
Tenho aprendido um pouco, no relacionamento com alunos e docentes. Estes têm menos propensão ao uso, em compração com os alunos. Estes usam bastante. Academicamente, nem tanto. É meu desafio entender mais essa situação, e melhorar o intercâmbio de informações. É um desafio, como todos, que às vezes nos coloca muitas interrogações, tanto em relação a forma que utilizo, quanto em relação a efcácia. Talvez, precise entender melhor os usuários parceiros.
| De: | reginaldo castela |
| Para: | porfiro |
| mario josé de lima | |
| rego | |
| Data: | 11/10/2006 19:18 |
| Assunto: | os esforços estão corretos do ponto de vista cientifico |
Para informação.
Parecer CNE/CP n.º 6, de 6 de abril de 2006.
Solicita pronunciamento sobre Formação Acadêmica X Exercício Profissional
Parecer CNE/CES nº 242/2006, aprovado em 4 de outubro de 2006
Consulta sobre a legalidade do exercício da docência dos profissionais da área de Administração, estabelecida pelas Resoluções CFA nº 300 e nº 301, de 10 de janeiro de 2005
II – VOTO DO RELATOR 1 – Do ponto de vista legal, não cabe qualquer ingerência dos conselhos profissionais nas atividades escolares e acadêmicas que serão reguladas pelo sistema de ensino. 2 – O exercício do magistério é questão que escapa às competências dos conselhos profissionais, estando sujeito aos regulamentos do sistema de ensino em que se inserir a instituição escolar. (...) 3 – A emissão do registro profissional é de competência do conselho profissional, no entanto, não lhe é própria a competência para analisar a vida acadêmica da instituição de ensino e muito menos a partir desta análise ampliar ou restringir o campo de atuação do profissional. Assim, expedido o diploma, devidamente registrado, terá validade nacional, sem qualquer condicionante, independentemente da análise do histórico escolar do diplomado. Importante ressaltar que o Parecer citado acima traz, como anexo, várias decisões, acórdãos e jurisprudências de tribunais sobre o assunto, que reafirmam que a função dos Conselhos Regionais se encontra no âmbito da fiscalização do exercício profissional. Por fim, também é importante destacar que o Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006, que dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de Instituições de Educação Superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no Sistema Federal de Ensino estabelece, em seu art. 69, que . II – VOTO DO RELATOR Diante do exposto, voto no sentido de que se responda à consulta formulada pela Faculdade IBMEC, mantida pela Veris Educacional S/A, nos termos deste Parecer. Brasília (DF), 4 de outubro de 2006.
ASSUNTO:
Parecer CNE/CEB nº 8/2004, aprovado em 8 de março de 2004
Consulta sobre duração de hora-aula
RESOLUÇÃO Nº 3, DE 2 DE JULHO DE 2007 - Publicada no DOU, seção 01, p. 56, em 03jul2007 Dispõe sobre procedimentos a serem adotados quanto ao conceito de hora-aula, e dá outras providências.
.
O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso das atribuições conferidas pelo § 1 Art. 1 § 1 § 2 Art. 2 I - preleções e aulas expositivas; II - atividades práticas supervisionadas, tais como laboratórios, atividades em biblioteca, iniciação científica, trabalhos individuais e em grupo, práticas de ensino e outras atividades no caso das licenciaturas. Art. 3 Art. 4 Art. 5 Parágrafo único. Os cursos de graduação, bacharelados, cujas cargas horárias mínimas não estão fixadas no Parecer CNE/CES n Art. 6 Art. 7
Essa questão de abono de faltas devido a convições religiosas sempre perturba o convívio entre professores e alunos, entre alunos e coordenações de cursos e entre alunos e corrdenações de cursos. Veja abaixo parecer da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (MEC):
Parecer CNE/CES nº 224/2006, aprovado em 20 de setembro de 2006.
Consulta sobre abono de faltas a estudantes que se ausentem regularmente dos horários de aulas devido a convicções religiosas.
Assista agora ao debate 'O futuro da esquerda e as eleições 2006'.
Estou assistindo esse debate, com Marilena Chauí, Plínio de A. Sampaio, Chico de Oliveira e Flávio Aguiar, mediado por Bernardo Kucinski.
Por enquanto, ninguém diz nada de substancial, mesmo assim está bastante agitado. O C. de Oliveria disse que vota no Lula se ele emendar a Constituição para transformar o Bolsa Família (quer ir pelo social) em uma Renda perene para os trabalhadores sem renda. O Sampaio afirmou que votaria no Lula se ele fizesse a reforma agrária (ou seja, se ele votlasse para o lado dos socialistas). Também afirmou que os 48% de votos do Lula, no 1º turno, foram devido al bolsa família (ninguém concordou com ele, completamente).
O Sampaio quer quer o Lula der demonstração de que está a favor dos trabalhadores; foi vaiado (18:12 na uol e 18:34 no Acre).
Preciso desligar, vou aplicar uma prova final, infelizmente.
P.S.: é bom registrar, uma discussão civilizada, pelo menos, que é dificílimo de presenciar nessas circunstâncias.
Às vésperas do 2º turno presidencial, esquerdas buscam pontos de contato. (atualização, 11/11/2006)
Só mago tem fórmula para o crescimento do país, diz Joaquim Levy (fap, 14-01-2007)
Liszt Vieira: Crescimento e sustentabilidade (fsp, 08-01-07)
O Brasil precisa retomar os investimentos públicos para crescer mais? (FSP, 06-01-2007)
Sim: Geraldo Biasoto Jr e José Roberto R. Afonso: Continuaremos a esperar Papai Noel?
Não: Mário Ramos Ribeiro: Investindo mais para crescer menos
Paulo Nogueira Batista Jr.: Dilemas da política fiscal (fsp, 04-01-07)
Paulo Nogueira Batista Jr.: A reforma esquecida (28-12-06)
Alexandre Schwatsman: Resposta a Almotásim (FSP, 27-12-06)
João Pedro Stédile, Temístocles Marcelos Neto e Pedro Ivo Vita: Desenvolvimento com sustentabilidade (FSP, 27-12-2006)
Sérgio Malbergier: O bem que Lula faz ao Brasil (FSP, 27-12-2006)
Roberto Luis Troster: O carrossel (FSP, 26-12-2006)
Luciano Coutinho: A trava que ficou (FSP, 24-12-2006)
Paulo Nogueira Batista Jr.: Um pensamento natalino (FSP, 21-12-2006)
Paulo Godoy: Ante-sala do crescimento brasileiro (FSP, 21-12-2006)
José Alexandre Scheinkman: A agenda minimalista do presidente (FSP, 17-12-2006)
Luiz gonzaga Belluzzo: Analogias falaciosas (FSP, 17-12-2006)
ENTREVISTA - FERNANDO CARDIM DE CARVALHO
“A política econômica tem sido claramente antidesenvolvimentista”, diz o economista (Carta Maior, 08-12-2006)
Artigo: Não há sinais de crescimento vigoroso (FSP, 01-12-06)
Luiz Carlos Mendonça de Barros: O crescimento do PIB (FSP, 01-12-2006)
CRESCIMENTO
Pacote persegue criatividade sem sinalização de "vale-tudo" (CM, 28-11-2006)
ENTREVISTA – JOÃO SAYAD
‘Os juros altos e o câmbio baixo formam o maior obstáculo ao crescimento’ (Cartam Maior, 23-11-06)
Paulo Nogueira Batista Jr.: Destravando a economia (FSP, 23-11-06)
Paulo Nogueira Batista Jr.: Furtado dixit (FSP, 09-11-06)
Ricardo Carneiro: 'O crescimento depende de uma decisão do presidente Lula' Data:08/11/2006 (Carta Capital)
Entrevsita Paul Singer - 'País só cresce com pressão política e definição de Lula nesse sentido' + 'PT precisa ir fundo nas mudanças' + 'Combate à pobreza exige mais pressa, mas transformações estão ocorrendo' Data:08/11/2006 (Carta Maior)
José Márcio Camargo: Por que o Brasil cresce pouco (FSP, 05-11-06)
Yoshiaki Nakano: Patologias da economia brasileira (05-11-06)
A escolha nada inocente das palavras. (Agência Carta Maior - 06/10/2006)
A agenda da privatização morreu?. (Agência Carta Maior - 04/10/2006)
Retomada do crescimento ampliará inserção do Brasil. (27/09/2006)
Simplificando o Brasil. (Cadernos Fecomercio de Economia, Número 14 - Julho de 2006)
http://www.fipe.org.br/publicacoes/bif_edicao.asp?ed=307
http://www.fipe.org.br/publicacoes/bif_edicao.asp?ed=305
http://www.fipe.org.br/publicacoes/bif_edicao.asp?ed=304
http://www.fipe.org.br/publicacoes/bif_edicao.asp?ed=303
http://www.fipe.org.br/publicacoes/bif_edicao.asp?ed=297
http://www.fipe.org.br/publicacoes/bif_edicao.asp?ed=296
16out2007, 07:00
Nobel de Economia vai para 3 americanos - folha de são paulo, 16out2007
Professores desenvolveram estudo científico para a criação de regras sobre situações em que há conflito de interesses econômicos
Conhecimento é usado para melhorar os resultados em negociações como leilões de privatização e programas de remuneração de executivos
DA REPORTAGEM LOCAL
DO "FINANCIAL TIMES"
Três economistas americanos levaram ontem o Prêmio Nobel de Economia por desenvolver as bases da teoria sobre como criar regras de negociações entre empresas, governos e indivíduos de forma a obter o melhor resultado possível para o maior número de pessoas, independentemente dos interesses particulares de cada participante. Os ganhadores compartilharão um prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,57 milhão).
Mais velho cientista a receber um Nobel, o professor Leonard Hurwicz, 90, da Universidade de Minnesota, desenvolveu a chamada teoria do desenho de mecanismos, que estuda essas regras de otimização de negociações, no começo dos anos 60. Nascido na Rússia, mas naturalizado americano, Hurwicz foi mais tarde seguido, em trabalhos separados, pelos professores Eric Maskin, 57, de Princeton, e Roger Myerson, 56, da Universidade de Chicago, também premiados.
O estudo do desenho de mecanismos permitiu a criação de regras de negociação envolvendo interesses econômicos divergentes, como em leilões de privatização, programas de remuneração de executivos ou na incidência de impostos.
No caso de um leilão de privatização, o objetivo pode ser levantar o maior valor possível por um ativo, criar competição, estimular o investimento ou diminuir o custo para o usuário de um determinado serviço, como aconteceu na semana passada com o leilão de concessão de rodovias no Brasil.
Já para as empresas, o programa de bônus alinharia o interesse do acionista de obter o maior rendimento do capital investido com o dos executivos, fazendo com que o corpo dirigente trabalhe acima de tudo para receber a maior participação no lucro no final do ano, em detrimento de eventuais outros interesses, como a manutenção do próprio emprego e a qualidade de vida, entre outros.
A teoria parte do princípio de que os interesses dos agentes participantes de uma negociação são diversos e é impossível saber com precisão qual o grau de disposição, envolvimento e necessidades particulares de cada um. Mesmo assim, é possível criar regras que levem a atingir o mais próximo possível o dado objetivo. A criação dessas regras é matéria de estudo do tal desenho de mecanismos.
Um dos problemas básicos da economia é que os mercados são eficientes, mas funcionam melhor apenas sob algumas suposições bastante extremas. Caso as informações detidas pelos compradores e vendedores sejam privadas -por exemplo, o limite do que uma pessoa estaria disposta a pagar por alguma coisa-, o comércio pode entrar em colapso.
Um exemplo da espécie de problema que a teoria é capaz de avaliar ocorre regularmente quando compradores e vendedores mentem sobre seus motivos ou suas situações econômicas. Uma empresa pode alegar que só está disposta a prestar um determinado serviço por US$ 200, quando na verdade obteria lucro ao fornecê-lo por US$ 150. Outra poderia alegar que está disposta a comprar no máximo por US$ 100, quando na verdade iria até os US$ 170.
Nesse exemplo, o comércio é certamente possível na faixa de preços entre os US$ 150 e os US$ 170, mas talvez não venha a acontecer porque tanto o comprador quanto o vendedor têm incentivos para ocultar suas verdadeiras posições.
Um dos usos futuros da teoria será no ramo da política ambiental, em que os mecanismos de regulamentação serão essenciais para a prevenção do aquecimento global.
Escolha premia "economia de resultados' - fsp, 16out2007
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
As licitações pela internet, o trabalho das agências reguladoras, os programas de bônus para executivos são todos exemplos de aplicações práticas da teoria do desenho de mecanismo, que procura dar um caráter científico para algo que o mundo dos negócios sempre reconheceu: contratos são fechados quando todos lucram.
Interferir nas regras do jogo de modo a fazer com que a sociedade como um todo lucre em detrimento de apenas um participante -geralmente o de maior poder econômico- é objeto da "matemática" do desenho de mecanismos. Para especialistas, a academia sueca premiou ontem uma espécie de "economia de resultados".
"É mais um reconhecimento da aplicação prática dos estudos [de economia]. Chama a atenção para a existência de uma teoria científica por trás de mecanismos que otimizam os resultados de negociações", disse Mauricio Bugarini, professor do Ibmec-SP.
"[A teoria] É revolucionária porque viu onde a teoria do mercado não se aplica. Num leilão, um não sabe o quanto o outro está disposto a pagar, daí o sucesso dos pregões eletrônicos", disse Aloisio Pessoa de Araújo, professor da FGV.
Gabriel Madeira, professor visitante da FEA-USP, que teve Roger Myerson, um dos premiados, em sua banca de doutorado na Universidade de Chicago, afirma que a teoria permite que o cálculo do prêmio de um seguro gere eficiência apesar de não sabermos sobre ocorrência ou não de sinistro.
"Você cria uma regra que procura afastar as pessoas que tenham maior risco, por exemplo, com uma franquia maior."
Madeira afirma que Myerson é um homem preocupado com a gestão pública, a geopolítica e o desenho de instituições. "[Ele] Foi contra a guerra no Iraque, costumava usar um botton. Ele tem sempre um objetivo social ou uma preocupação coletiva", disse.
Estou preguiçoso, temporariamente. 09out2006, 12:41
Folha Online - Dinheiro - 09/10/2006 - 10h14
VINICIUS ALBUQUERQUE
da Folha Online
O Prêmio Nobel de Economia deste ano foi concedido ao economista americano Edmund Phelps, 73. Segundo a Academia Real de Ciências da Suécia, o trabalho de Phelps "aprofundou nossa compreensão da relação entre os efeitos de curto-prazo e de longo-prazo da política econômica".
"Suas contribuições tiveram um impacto decisivo tanto na pesquisa econômica como na política", segundo comunicado da academia.
Nos anos 50 e 60, ficou estabelecida, explica o comunicado da academia, a visão de um "tradeoff" (troca) através do instrumento estatístico conhecido como curva de Philips, que mostra a relação entre inflação e desemprego: quanto mais alta a taxa de desemprego, menor a taxa de inflação; por sua vez, quanto menor a taxa de desemprego, maior a de inflação.
"Phelps desafiou essa visão através de uma análise mais fundamental da determinação de salários e preços, levando em conta problemas de informação na economia", diz o texto. "Agentes individuais têm conhecimento incompleto sobre as ações uns dos outros e têm de basear suas decisões em expectativas."
Phelps formulou, então, a hipótese de uma curva de Philips acrescida das expectativas, segundo a qual os índices de inflação depende tanto das expectativas de desemprego como de inflação. Assim, a taxa de desemprego de longo prazo não é afetada pela inflação, mas determinada apenas pelo funcionamento do mercado de trabalho.
"Phelps mostrou como as possibilidades de política de estabilização no futuro dependem das decisões de hoje: baixa inflação hoje leva a expectativas de baixa inflação também no futuro, facilitando a elaboração de políticas futuras", segundo a academia.
Edmund S. Phelps nasceu em 1933 em Evanston, no Estado de Illinois. Obteve seu PhD em economia em 1959 na Universidade Yale. Atualmente é professor de economia política na Universidade Columbia, em Nova York. O prêmio foi de 10 milhões de coroas suecas --cerca de US$ 1,35 milhão.
Teoria dos jogos
No ano passado, o prêmio foi concedido a Thomas C. Schelling e Robert J. Aumann, por seus trabalhos sobre teoria dos jogos.
Os dois "ajudaram a explicar conflitos econômicos tais como guerras de preços e disputas comerciais, bem como porque algumas comunidades são mais bem sucedidas que outras em lidar com bens comuns", anunciou a academia em sua citação ao prêmio. "A abordagem os jogos esclarece a razão de ser de muitas instituições, indo de guildas mercantis a acordos de comércio internacional."
Alfred Nobel, que dá nome ao Nobel e inventou a dinamite, propôs em 1896 que os prêmios fossem dados a físicos, químicos, médicos, e de literatura e da paz. O prêmio Nobel de Economia é entregue pela Academia Real de Ciências da Suécia, mas foi instituído pelo banco central da Suécia em 1968."
terra: Norte-americano Edmund Phelps vence Nobel de Economia de 2006.
Vinicius Torres Freire: Nobel de Economia, BC e inflação. (Folha de São paulo, 10/10/2006).
Economista dos EUA fica com o Nobel. (Folha de São paulo, 10/10/2006). Premiado dá aulas na Universidade Columbia para apenas nove alunos.
Alexandre Schwartsman: Phelps e a política monetária (18-10-06, Folha, Dinheiro)
Inflação é coisa do passado, diz Nobel # saiba mais: Teoria explicou relação entre preço e emprego (Folha, Dinheiro, 22-10-06)
Folha de S�o Paulo, ter�a-feira, 03 de outubro de 2006 
DA REDA��O
"O governo inglês, por meio de David Miliband, secretário de Meio Ambiente briânico, divulgou na semana passada no México um plano para transformar a floresta amaz�nica em uma grande áea privada. O anúncio foi feito em um encontro realizado na cidade de Monterrey, segundo informou o jornal "Daily Telegraph". O evento reuniu os governos dos 20 países mais poluidores do mundo.
A proposta inglesa, que conta com o aval do primeiro-ministro Tony Blair, visa a proteger a floresta, segundo Miliband. O próprio pol�tico admitiu que a id�ia est� em seu est�gio inicial e que ser� preciso discutir as quest�es de soberania da regi�o com o Brasil. O plano prev� que uma grande �rea da Amaz�nia passaria a ser administrada por um cons�rcio internacional. Grupos ou mesmo pessoas f�sicas poderiam ent�o comprar �rvores da floresta."
Folha de São Paulo (Ciência), 04-10-2006
AMBIENTE
Governo do Reino Unido nega "privatização" da Amazônia
EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL
MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DE LONDRES
O governo britânico negou ontem que tenha planos para privatizar a Amazônia e que pretenda incluir o assunto na pauta de uma reunião internacional sobre mudança climática iniciada ontem em Monterrey, México.
A declaração havia sido dada pelo secretário do Ambiente do Reino Unido, David Miliband, ao jornal "Daily Telegraph". Segundo o jornal, Milliband propunha uma "privatização completa da Amazônia" contra emissões de gases-estufa pelo desmate e admitia que a idéia poderia levantar "questões de soberania" com o Brasil.
"Isso não está sendo discutido em Monterrey", disse à Folha Penny Fox, porta-voz do Departamento do Ambiente britânico.
O governo brasileiro atacou a idéia. "Se alguém tem essa intenção não tem muito conhecimento do que é a Amazônia. Hoje 75% da região pertence ao Estado. São áreas que não podem ser vendidas", disse Tasso Azevedo, diretor do Serviço Florestal Brasileiro. Ele afirmou que nos últimos três anos foram investidos R$ 100 milhões na proteção da selva.
Os interessados em ajudar na proteção de uma das maiores reservas de biodiversidade do mundo, explica Azevedo, podem colaborar de várias formas. Uma delas é ajudar o fundo do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). "Até agora, apenas empresários brasileiros colaboraram com essa iniciativa. Recursos estrangeiros também seriam muito bem-vindos", afirmou o representante do Ministério do Meio Ambiente.
Um dos apontados como autor da idéia de comprar grandes nacos da Amazônia é o multimilionário inglês Johan Eliasch, nascido na Suécia. Recentemente, ele adquiriu uma área de 400 mil hectares de floresta no território brasileiro.
"Ele comprou uma região que está certificada para a exploração de madeira. Há áreas bem mais ameaçadas". Segundo Azevedo, o plano de combate ao desmatamento feito pelo Brasil pode ser ajudado de várias outras formas -não com a "privatização" da floresta.
Tereza Cruvinel, em Irrelevância e decadência (Página 20, 7-08-2006): "O sociólogo francisco de Oliveira tem pregado a irrelevância da política e, por decorrência, dos parlamentares. Ele aponta razões mais complexas, que vão além da ética, dos delitos, do caixa dois e dos sanguessugas. Relevante ou não, a política está sendo desmoralizada por seus próprios agentes. Para a oposição, é tudo culpa do governo Lula, que adotou e aprofundou as práticas do atraso. Para os governistas, culpa dos sistema apodrecido que precisa ser reformado. Fora dessa dicotomia, as teses acadêmicas, como a de Chico Oliveria. Para ele, que já deixou o PT e o Psol, a política e o Parlamento não têm mais importância porque já não orientam a tomada das mais importantes decisões nacionais. Com a financeirização do Estado, os governos, todos eles, ficaram subordinados ao comendo do capital transnacional, subtraindo o poder decisório dos partidos e dos parlamentares. A politica continua existindo como pantomina, e no seu vazio de sentido acontecem as presepadas. [...]" .
O fim da política. Tarso Genro. Não é ao fim da política que estamos assistindo, mas à sua recomposição democrática num plano superior. (FSP, 03/09/2006)
Roberto Romano: “Lula reforçou o Estado antidemocrático brasileiro” Correio da Cidadania (Edição atual: 518 - de 23 a 30 de setembro de 2006).
Jairo Nicolau: 2006 marca o fim de um ciclo partidário. (folha, 29-09-2006)
Por que voto em Lula - Renato Janine Ribeiro: Democracia é maior que qualquer um de nós. (Folha, 01-10-2006).
Marcelo Coutinho: A centralidade da política. (02-10-2006)
Entrevista da 2ª/Renato Lessa: PT e PSDB despolitizam campanha eleitoral. (Folha, 02-10).


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